quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

ACABOU-SE...



Quarta-feira de cinzas e o anúncio intitulado “Acabou-se!”, da Bayer,
publicado no final do carnaval de 1925.


 

O pierrô se rendeu ao cansaço.

O texto nos diz

"Passou o Carnaval!  Já não resta mais em nosso espírito senão a doce lembrança da alegria passada. Assim é a Ventura! Passa depressa e custa caro...

E o pior é que nos sentimo cançados, tristes  com o corpo mole e a cabeça a doer...

Mas fossem assim todos os males do mundo. Essa ao menos tem remedio prompto e imediato..."



 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Outras Curiosidades do Carnaval Carioca

Hoje, o sucesso do carnaval carioca são os blocos, as escolas de samba.

Mas houve um tempo em que a folia passeava em cima das quatro rodas. 

Era o tempo dos corsos e o desfile dos automóveis com suas respectivas capotas de lona abaixadas,  repletos de foliões fantasiados, pela Avenida Central e Av. Beira Mar e mais tarde pela Avenida Atântica.
Aliás, esse corso pela avenida litorânea foi uma iniciativa do Touring Clube do Brasil .



Corso em 1923, há 90 anos

 Corso em 1932, grupo em frente ao Museu de Belas Artes, na Rio Branco
foto: Augusto Malta


Também, para transformar o carnaval carioca em produto turístico,
o Touring Clube do Brasil criou em 1932
os banhos de mar a fantasia,
os concursos de marchas carnavalescas e o ... 
Baile do Municipal  ,
que administrou até 1934 e depois passou para a Prefeitura da cidade.

Baile do Municipal em 1932
foto- reprodução



sábado, 2 de fevereiro de 2013

Os CLÓVIS no Carnaval Carioca

 
Com certeza o Clóvis é a fantasia mais tradicional do Carnaval Carioca.

Nascida nos subúrbios cariocas, a fantasia de clóvis sempre se assemelhou muito à de um palhaço - daí que se acredite que o nome seja a corruptela de clown -  porém incluindo máscaras, por vezes, aterrorizantes. 
Uma de suas características mais marcantes,  o bater no chão de bolas amarradas a uma vara - daí também o nome de bate-bola - além do barulho já exalou odor bem fedorento, vindo das bolas que eram bexigas de boi, ,e sempre despertaram o terror da criançada.  Hoje as bolas deixaram de ser bexigas e agora são de borracha ou plástico mas a atitude amedrontadora dos bate-bolas se mantém.

Clóvis na Avenida Rio Branco, anos 60
foto/ reprodução internet
Com o tempo, a indumentária foi se sofisticando e os macacões de chita e a boca com chupeta ou um apito, foram incorporando novas características como bordados, fazendas mais nobres, capas, sombrinha, máscaras com pinturas exclusivas, máscaras de rede com cabelos coloridos que dificultam a identificação do rosto. Mas a finalidade se mantém: mostrar um rosto assustador. 

Atualmente, os grupos de clóvis podem ser classificadas em diversos tipos, tais como "bola e bandeira", "leque e sombrinha", "sombrinha e boneco".
O interessante é que a maioria das turmas tem nomes ligados a sentimentos. Humildade, Emoção, Explosão, Alegria, etc. As turmas de bola e bandeira tem nomes como  Barulho, Agonia, Abusados, ...

 Também existe a preocupação para que ninguém veja a fantasia des es grupos de clóvis, antes do carnaval. Vão criando expectativa nas ruas do bairro,na comunidade do entorno. Por vezes a saída dos integrantes de turmas grandes- em torno de 100 integrantes - se dá ao som de fogos ininterruptos e batendo suas bexigas no chão causam barulho ensurdecedor. 

Os grupo também têm crianças e aí fica parecendo que são anões o que deixa a aparência do clóvis ainda mais assustadora. Outra característica importante é que os “Clóvis” nunca se falam, eles se comunicam sempre por mímica ou pelo som do apito.

No Carnaval de 2003, há 10 anos atrás,
sugeri, como designer,  homenagear essa figura tão tradicional
da folia carioca à Prefeitura do Rio.

Foi muito bom criar e desenvolver o design da marca daquele carnaval.


 









quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

AMOR DE CARNAVAL


A canção diz...
"Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é Carnaval"


Amor de Carnaval desaparece na fumaça... será?



Vale entrar no clima da folia e recordar o clássico 
AMOR DE CARNAVAL,  

sucesso de Zé Keti, do carnaval de 1968.

 E depois,de quebra,
Máscara Negra do carnaval anterior, de 1967.



Zé Renato, Eduardo Dussek e Haroldo Costa


"Meu bem
Não quero o teu beijo agora, meu amor
Se nos teus olhos tu me vês qual uma flor
Consola teu coração

Oba, oba, oba,
Meu bem, Me dê a mão
Vamos pro meio do salão
A lua lá no céu é artificial
Porque é carnaval

Papai, mamãe não quer que eu namore pra casar
Ainda é cedo, vamos brincar
 Amor de carnaval desaparece na fumaça
Saudade é coisa que dá e passa"




segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

É tempo de confete e serpentina



Eles enfeitam o carnaval e dão colorido à  folia.
Vieram de longe. 
Oui,oui... 
da Europa!




 Em Paris para fazer a serpentina um empregado do telégrafo usou durante o Carnaval de Paris tiras de papel código Morse, que iriam para o lixo. Eram jogadas das janelas e nos galhos das árvores. Daí que na década de 1890, as autoridades proibiram o uso de rolos de serpentina durante a folia sob o pretexto que a sua retirada das árvores, realizada com ganchos de ferro, era cara e danificava a vegetação.

  Mas a forma e o nome confete tem ascendência italiana. Antes do papel colorido e redondinho, existia o   confetto, do Latim confectum, “feito, fabricado, preparado”, de com-, “junto”, mais facere, “fazer”. Usou-se primeiro para frutas secas recobertas de açúcar, depois para outros doces recobertos com ele.

Por incrível que pareça, o pessoal atirava esses docinhos uns nos outros nos carnavais de outrora, na Europa; depois se deram conta de que era desperdício demais e começaram a usar bolinhas de gesso colorido e afinal pequenos pedaços de papel redondo, o que saía bem mais em conta. 

Como se dizia em Italiano confetti, plural, em Português se fez a palavra confete, no singular.

No Rio de Janeiro, o confete e a serpentina chegaram junto com o costume dos corsos e foram comemorados pelos jornais como símbolos de civilização, longe das águas, talco, lamas inspiradas no entrudo.  

Aí vieram as Batalhas de Confete, ou Batalhas de Flores,  nomes dados, no início do século XX, às promenades características do carnaval da elite carioca, baseadas nas "Batailles des Fleurs" do carnaval de Nice.
Mas para isso era necessário possuir uma carruagem, ou mais tarde um automóvel. Assim essa diversão  era uma exclusividade das classes mais abastadas e tinham caráter inocente e familiar. A brincadeira consistia basicamente num passeio de carruagens (ou de automóveis) enfeitadas que, transportavam grupos de pessoas fantasiadas. Ao se cruzarem, os foliões lançavam uns sobre os outros, pequenos buquês de flores, confetes ou serpentinas procurando copiar os modos "civilizados" do carnaval de Nice.

A inauguração do eixo Avenida Central-Avenida Beira-Mar, em 1906, deu grande impulso à brincadeira.

O projeto de um carnaval sofisticado e exclusivo  se transformaram com o tempo em algo mais popular, se acariocou  e  surgiu o corso.


Assim o  RIO QUE MORA NO MAR inicia aqui seu passeio pelo Carnaval Carioca.

BOA FOLIA!