Eles enfeitam o carnaval e dão colorido à folia.
Vieram de longe.
Oui,oui...
da Europa!
Em Paris para fazer a serpentina um empregado do telégrafo usou durante o Carnaval de Paris tiras de papel código Morse, que iriam para o lixo. Eram jogadas das janelas e nos galhos das árvores. Daí que na década de 1890, as autoridades proibiram o uso de rolos de serpentina
durante a folia sob o pretexto que a sua retirada das árvores,
realizada com ganchos de ferro, era cara e danificava a vegetação.
Mas a forma e o nome confete tem ascendência italiana. Antes do papel colorido e redondinho, existia o
confetto, do Latim
confectum, “feito, fabricado, preparado”, de
com-, “junto”, mais
facere, “fazer”. Usou-se primeiro para frutas secas recobertas de açúcar, depois para outros doces recobertos com ele.
Por incrível que pareça, o pessoal atirava esses docinhos uns nos
outros nos carnavais de outrora, na Europa; depois se deram conta de que
era desperdício demais e começaram a usar bolinhas de gesso colorido e
afinal pequenos pedaços de papel redondo, o que saía bem mais em conta.
Como se dizia em Italiano
confetti, plural, em Português se fez a palavra
confete, no singular.
No Rio de Janeiro, o
confete e a
serpentina chegaram junto com o costume dos corsos e foram comemorados pelos jornais como
símbolos de
civilização, longe das águas, talco, lamas inspiradas no entrudo.
Aí vieram as
Batalhas de Confete, ou
Batalhas de Flores, nomes
dados, no início do século XX, às
promenades características do carnaval
da elite carioca, baseadas nas
"Batailles des Fleurs" do carnaval de Nice.
Mas para isso era necessário possuir uma carruagem, ou mais tarde um
automóvel. Assim essa diversão era uma exclusividade das
classes mais abastadas e tinham caráter inocente e familiar.
A brincadeira consistia basicamente num passeio de carruagens
(ou de automóveis) enfeitadas que, transportavam grupos de pessoas
fantasiadas. Ao se cruzarem, os foliões lançavam uns sobre os
outros, pequenos buquês de flores, confetes ou serpentinas
procurando copiar os modos "civilizados" do carnaval de Nice.
A inauguração do eixo
Avenida
Central-Avenida Beira-Mar, em 1906, deu grande impulso à brincadeira.
O projeto de um carnaval sofisticado e exclusivo se transformaram com o tempo em algo mais popular, se acariocou e surgiu o
corso.
Assim o RIO QUE MORA NO MAR inicia aqui seu passeio pelo Carnaval Carioca.
BOA FOLIA!