terça-feira, 24 de setembro de 2019

Houve um Bar Jangadeiro...

 Ontem falamos sobre a origem do nome da Rua Jangadeiros.
Hoje uma pincelada sobre um bar nas proximidades: o Bar Jangadeiro.

Artistas inesquecíveis, na década de 1950, batiam ponto nas dependências do Bar Rhenânia  inaugurado em 1935 na Visconde de Pirajá  80, ao lado do antigo Cinema Ipanema, em frente ao Chafariz das Saracuras, na Praça General Osório.

Após a declaração de Guerra ao Eixo pelo Brasil de Vargas esse bar mudaria de nome - pois durante a 2ª Guerra Mundial foi apedrejado -  para Bar Jangadeiro - pela proximidade com a rua que quase lhe fazia esquina, a  Rua Jangadeiros.

Era um restaurante simples, com cadeiras de palha e piso de ladrilhos. Em 1950 Fleischer passou o bar para a sua filha Christina e ao genro e uma nova geração de boêmios começou a se formar na década de 50. Eram nomes do porte de Rubem Braga, vizinho ali da área, Gláucio GilMillor FernandesFernando Sabino, Vinicius de Moraes e Tônia Carrero,  a Mariinha, musa do grupo.
O Bar Jangadeiro no final dos anos 50 era o que possuía a maior serpentina de chope do Rio, daí ter se tornado o point da zona sul.
O bar com suas cadeiras de madeira, algumas de armar tinha “Seu” Victor - Victor Fleischer - , um austríaco, comandando a caixa, depois de ter comprado o bar de seu fundador, o alemão Müller, em 1938.

Mas além dos personagens das letras e dos palcos estavam sempre ali no Bar Jangadeiro a turma do Beco das Garrafas, a chamada Turma da Bossa nova de Ipanema como Roberto Menescal, Carlinhos Lyra, Tom Jobim, Joaquim Pedro de Andrade e Vinicius de Moraes.
Resultado de imagem para Yolhesman CrisbelesNa segunda metade dos anos 60, “uma banda onde os músicos podem não saber tocar o seu próprio instrumento", trazendo à frente uma faixa – Yolhesman Crisbeles - saía do Bar Jangadeiro percorrendo as ruas do bairro, fazendo evoluções no Castelinho, dando ligeira parada no Veloso (Rua Montenegro), chegando até a Praça N.S. da Paz e voltando para o Bar Jangadeiro. Era a Banda de Ipanema. Assim o bar foi a "sede" inicial da Banda de Ipanema.
Em 1971, a especulação imobiliária forçou-o a se mudar para a Rua Teixeira de Melo nº 20, onde sobreviveu até 1985. Depois ainda se mudou para o nº 53 até fechar em 1995.


segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Quem é quem nas ruas do Rio...Os Jangadeiros de Ipanema



A Rua Jangadeiros 
começa na altura da Rua Barão da Torre 
com Rua Antonio Parreiras 
e termina na Praça General Osório, 
em Ipanema.


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Inicialmente chamada de Rua 16 de Novembro foi rebatizada com o nome de Rua Jangadeiros homenageando os 4 jangadeiros alagoanos.

Quatro bravos pescadores alagoanos saíram de Maceió e foram até o Rio de Janeiro, de jangada, para a comemoração do centenário da independência.
Para celebrar esse marco, alguns estados enviaram representantes em embarcações e algumas delas nem chegaram.


Os quatro aventureiros foram: 
Umbelino José dos Santos, com 45 anos e mestre da embarcação, natural de Passo de Camaragibe; 
Joaquim Faustilino de Sant’Ana (41), de Barra de São Miguel; 
Eugênio Antônio de Oliveira (25), de Coruripe e 
Pedro Ganhado da Silva (36), também de Coruripe. 
Eles saíram da Enseada da Pajuçara e navegaram rumo ao Rio, no dia 27 de agosto.
A jangada utilizada, havia recebido o nome de Independência e era uma das mais simples embarcações: formada por seis paus, um pequeno mastro com vela e nenhum aparelho de navegação. Durante o trajeto nos mares alagoano e sergipano, a viagem seguia tranquila até que o tempo começou a virar.

Foi no litoral da Bahia, que os jangadeiros alagoanos passaram por uma tempestade tremenda e na região de Camamu virou. Os pescadores ficaram sem mantimentos, roupas e a vela da jangada. Mas não pense que eles desistiram de prestigiar o Centenário, não.

A nado, rebocaram a embarcação até à costa. Lá receberam total apoio da população e do governador da Bahia, José Joaquim Seabra, que recomendou ao intendente do município que proporcionasse o que fosse necessário para concluir a aventura.

Eles permaneceram em Camamu até o dia 16 de setembro para melhores condições do tempo e ainda fizeram mais duas pausas na Bahia: Ilhéus e Porto Seguro.

No dia 12 de novembro, os jangadeiros alagoanos chegaram a Macaé, litoral carioca. Eles passaram por Cabo Frio, Saquarema e Itaipu. Ao desembarcar na Baía da Guanabara, foram recebidos por diversos jornalistas e por toda população. Ao todo foram 98 dias ao mar, enfrentando nove tempestades.

A jangada foi dada como presente ao Museu Histórico Nacional. Após deixarem a companheira de aventura no Rio de Janeiro, os jangadeiros voltaram a Maceió a bordo do vapor Santos, do Loide Brasileiro.

No Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) existe uma jangada de cinco paus, bem semelhante a utilizada pelos jangadeiros alagoanos e é aberta para visitação e fotografias.

A Rua Jangadeiros se tornaria parada obrigatória de toda uma geração de artistas inesquecíveis que e suas histórias.  Mas isso fica pro próximo post.




sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Crônica Carioca de Todos os Tempos... Machado e a Política


quarta-feira, 18 de setembro de 2019

E surgiu a Atlântida...


No dia 18 de setembro de 1941,
 a Atlântida Empresa Cinematográfica do Brasil, 
que criou a chanchada, 
foi fundada no Rio de Janeiro 
por Moacir Fenelon e José Carlos Burle.


Pra conhecer mais do gênero carioca de comédia, três clássicos inteiros para saborear!


Carnaval Atlântida - 1952






Matar ou Correr- 1954




É de Chuá - 1958







segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Crônica Carioca de Todos os Tempos...A Matemática



Há 50 anos... 
publicada em 16 de setembro de 1969