domingo, 23 de maio de 2021

Os outros tris do Mengo... é preciso registrar!


Tri-campeão Carioca de 42-43-44


Sob a direção de Flávio Costa o Flamengo tinha em 42 a mesma base que conquistara o título três anos antes: Domingos da Guia, Canegal, Volante e Valido. Perdeu Leônidas, mas viu emergir Zizinho. 

O Flamengo estava implacável, e com um ataque fantástico, que fez 87 gols em 27 jogos

No campeonato de 43, o time teve a saída dos veteranos argentinos Volante e Valido, que se aposentaram, mas a estrutura central do time era muito parecida à do ano anterior. 
 
O Flamengo foi campeão com uma rodada de antecedência, e numa tarde fantástica,  goleou ao Vasco por 6 x 2 no Estádio de General Severiano, com dois gols de Perácio e outros dois de Pirilo, e Zizinho e Vevé.

A grande perda para a temporada de 1944 foi a saída do zagueiro Domingos da Guia, mas teve a volta da aposentadoria, só na reta final do campeonato, do atacante argentino Valido.

Flamengo e Vasco se enfrentavam na última rodada na Gávea, quando, com um gol do atacante argentino Valido, o Flamengo venceu por 1 a 0 e levou a taça.





 

Tri-campeão Carioca de 53-54-55

E chegou, então, à Gávea, em 1953, Fleitas Solich, o Feiticeiro. Logo de cara, o Feiticeiro ganhou o Carioca daquele ano. E não parou por aí.

O time que conquistou o bicampeonato em 1954 tinha Evaristo e Zagallo na equipe titular.

Em 1955, explodiu mais um craque no Flamengo: Dida. Ele foi descoberto em Maceió, durante uma excursão do time de vôlei feminino do Flamengo. Trazido ao Rio de Janeiro, passou na seleção e ingressou no futebol do clube. Despontou quando foi escalado para o lugar de Evaristo na partida decisiva contra o América: 4 a 1 Flamengo – tricampeão carioca, com quatro gols de Dida. Foi um jogo de noite.

Uma grande geração que contava com Pavão, Jodir, Dequinha, Jordan, Joel, Rubens, Paulinho, Índio, Evaristo, Esquerdinha, Zagallo e Dida - artilheiro que foi grande ídolo de infância de Zico.

O terceiro título veio na decisão contra o América, em três partidas. Na primeira, vitória de 1x0; na segunda, uma surpreendente derrota por 5x1; e, na finalíssima, o troco com goleada rubro-negra por 4x1.




Tri-campeão Carioca de 1978-1979-1979

O terceiro tri do Flamengo foi a primeira grande conquista da equipe mais vitoriosa da história do clube. Liderada por Zico, a geração de Adílio, Rondinelli, Tita e Júnior, reforçada pelos experientes Raul e Carpegiani, ganhou tudo o que foi possível - no Rio, no Brasil, na América do Sul e no Mundo.

Em 1978, o título em cima do Vasco veio com o épico gol de cabeça do zagueiro Rondinelli, o Deus da Raça, que testou com força o escanteio cobrado por Zico para bater o goleiro Leão e impedir o bicampeonato do rival. 


No incio do ano seguinte, em meio a incerteza sobre o Campeonato Brasileiro, a Federação do Rio decidiu organizar um campeonato que ficou conhecido como "Especial" - e seus dois turnos foram vencidos pelo Flamengo, de forma invicta, tendo Zico como artilheiro. 

Desta forma, 1979 teve dois campeonatos estaduais, mas apenas um campeão: o segundo torneio teve três turnos e novamente todos foram vencidos pelo Flamengo, de novo com Zico consagrando-se artilheiro.




Tri-campeão Carioca de 1999-2000-2001

A virada do século trouxe o quarto tricampeonato carioca para o Flamengo. A partir de 1999, foram três decisões consecutivas conta o Vasco que geraram histórias inesquecíveis para uma geração de rubro-negros.
No primeiro título, o Maracanã lotado assistiu o Flamengo pressionar seu adversário durante a maior parte do jogo decisivo, em uma tensão que só se aliviou quando Rodrigo Mendes cobrou falta de longa distância e viu sua bala desviar na barreira e vencer o goleiro cruzmaltino. Em 2000, depois de vencerem por 3x0 a primeira partida da final, os rubro-negros encheram as equibancadas para celebrar o bicampeonato em vitória por 2x1, gols de Reinaldo e Tuta.E, em 2001, a emoção teve seu auge aos 43 minutos do segundo tempo da partida decisiva. Após vencer o primeiro jogo das finais por 2x1, o Vasco podia perder por até um gol de diferença para garantir o campeonato. Mas uma cobrança perfeita de falta de Petkovic definiu o 3x1 que trouxe o título para a Gávea.

"Em 27 de maio de 2001,
o pé direito de Dejan Petkovic
nos fez tocar o céu com as mãos"






Tri-campeão Carioca de 2007-2008-2009


Se o Vasco foi derrotado em três finais consecutivas no quarto tri, o quinto veio com vitórias seguidas sobre o Botafogo. A sequência começou em 2007.

Renato Augusto, com uma bomba da intermediária, fez o golaço que igualou o placar na segunda partida; com o 2x2, resultado idêntico ao do primeiro jogo, a decisão foi para os pênaltis e o Flamengo saiu vencedor.

Em 2008, Obina marcou nas duas vitórias contra os alvinegros, por 1x0 e 3x1, e garantiu o bi. 

E em 2009 o tri veio com a decisão nos pênaltis.
Uma repetição da história de 2007: dois empates por 2x2 antecederam a vitória rubro-negra nos pênaltis. 

Dirigido por Cuca e tendo o zagueiro Fábio Luciano como capitão, o Flamengo não só conquistou o penta tri, mas também colocou-se como o maior vencedor da história do Campeonato Carioca, superando todos os seus rivais em número de conquistas.



O tri de 2021 em imagens

 








E a linda jogada que selou o TRI!







sábado, 15 de maio de 2021

1971... há 50 anos no Rio, curiosidades cariocas


Fazia sucesso na TV, a novela das 19 horas, MINHA DOCE NAMORADA. De Vicente Sesso  com direção compartilhada de Daniel Filho, Régis Cardoso e Fernando Torres estreou em abril  e teve 242 capítulos. Nomes de peso como Sadi Cabral, Wanda Lacerda e Célia Biar fizeram parte do elenco, que lançava o casal sensação Claúdio Marzo e Regina Duarte.

A música de abertura foi a linda composição de Dori Caymmi e Nelson Mota na não menos linda voz de Eduardo Conde.


Clique e ouça




Outra canção que estourou há 50 anos foi VOCÊ ABUSOU, de Antonio Carlos e Jocafi.


Outro sucesso do ano foi o cabelo pigmaleão. Lançado em novela foi uma revolução em tempos de cabelos muito compridos. As mulheres começaram a cortar as madeixas, deixando a nuca longa.Elis Regina fez sucesso com ele na capa do emblemático LP de 1971, "ela". 




Com direção de produção de Nelson Motta, direção de estúdio de Roberto Menescal e arranjos de Chiquinho de Moraes, as 11 faixas se tornaram clássicos. Destaque para

"Ih! meu Deus do Céu" , de Ivan Lins e  Ronaldo Monteiro 
 "Black is Beautiful" , de Marcos e Paulo Sérgio Valle
 "Cinema Olympia" , de Caetano Veloso 
"Falei e Disse" , de Baden Powell / Paulo César Pinheiro 
e a emblemática 
 "Madalena", de Ivan Lins e  Ronaldo Monteiro 









Em 1971 Roberto Carlos lançou um álbum de transição, no qual ele já consagrado pelo público como o maior ídolo do cancioneiro nacional, conquista definitivamente o reconhecimento da crítica como um dos maiores criadores (em parceria com Erasmo Carlos) da nossa música. Tendo atingido os 30 anos de idade, o "balzaquiano" Roberto Carlos adentrava numa fase de maturidade assumindo de vez a sua veia romântica com a genial "Detalhes", marco zero de sua consagração como o maior cantor romântico do país.






Sucessos internacionais também povoaram os dias de 1971.

. IF, do conjunto Bread

O grupo Bread marcou a década de 70 com suas canções românticas, de apelo pop e com fortes elementos de rock, country, folk e pitadas de soul em sua mistura musical. O líder inconteste do time era o cantor, compositor e músico americano David Gates( na foto, o segundo da esquerda para a direita)






. MERCY MERCY ME
(The Ecology) - Marvin Gaye 


O cinema chegou com dois grandes sucessos: Love story e Ensina-me a viver .

Love Story, que tornou célebre a frase "Amar é nunca ter de pedir perdão", levou multidões ao carioca Cine Veneza. Filas intermináveis que se estenderam pela avenida Pasteur, por muitas semanas.




Os jornais publicavam...






Ensina-me a Viver , foi igualmente emocionante. 



DUAS CURIOSIDADES:

1. 



2. Em 29 de julho de 1971, uma quinta-feira, o Rio ainda era a capital do estado da Guanabara. E a construção da Ponte Rio-Niterói caminhava lentamente.

Onze dias antes, Pelé havia se despedido da Seleção num amistoso contra a Iugoslávia no Maracanã. Ainda naquele mês, dois outros gênios, Jim Morrison e Louis Armstrong, deixavam a vida para adentrar a eternidade.

Também naquele 29 de julho de 71, num Flamengo x Vasco pela Taça Guanabara, no Maracanã, o então técnico rubro-negro, o paraguaio Fleitas Solich, lançou entre os profissionais, com a camisa 7, um menino miúdo e bom de bola chamado ...Zico.

Sabem quem é?

Resultado: Flamengo 2 x 1 Vasco.

Time do Flamengo: Ubirajara; Murilo, Washington (Onça), Fred e Tinteiro; Liminha e Tales (Chiquinho); Zico, Nei, Fio e Rodrigues Neto.

Começava ali uma grande história!


É isso. 
Algumas coisas 
do que se viveu 
há 50 anos.


sábado, 8 de maio de 2021

ANIVERSARIANTE DE 8 MAIO

 BILLY BLANCO


Retratou a paisagem urbana 
e os personagens do dia a dia da cidade.

Com sua batida de violão própria, melodia delicada, e letras que flertavam com a crônica de costumes, Billy Blanco (William Blanco de Abrunhosa Trindade) compôs e marcou presença na MPB por seis décadas. 

Sambas deliciosos, criados sozinhos ou em parceria com pesos pesados como Baden Powell e Tom Jobim e uma escrita era cheia de personagens do imaginário carioca, como o bon vivant que era o típico “falso malandro de Copacabana”,  de Mocinho bonito”, gravação histórica de Doris Monteiro; o chamado à atenção pelo respeito nos “Estatutos da gafieira”, que o caricaturista do samba Jorge Veiga eternizou; ou o  infeliz que “não fala com pobre, não dá mão a preto nem carrega embrulho”, de “A banca do distinto”, um obra prima. Mas também autor de belas canções de amor.

Arquiteto de formação, gravou o seu nome na galeria dos grandes da nossa MPB , e se tornou... um paraense carioca da gema.


. A BANCA DO DISTINTO, gravação original de 1959 com Dolores Duran




. ESTATUTOS DA GAFIEIRA, gravação de 1957 com Jorge Veiga



MOCINHO BONITO, gravação de 1956 com Doris Monteiro




RIO DO MEU AMOR, gravação de 1970 com Wilson Simonal



. ENCONTRO COM A SAUDADE, gravação de Peri Ribeiro










segunda-feira, 3 de maio de 2021

REMEXENDO NO BAÚ... o tubarão que apareceu e sumiu no Rio

 Recordando... a postagem de maio de 2016


Em 1999, foi acionado o corpo do GMar, 
quatro lanchas, dois botes e dezenas de mergulhadores 
comandaram uma caça tensa no meio da Baía de Guanabara, 
na Praia do Flamengo e na Enseada de Botafogo 
a tubarões que atacaram um mergulhador.

A ordem era usar arpões para matar o animal.

Era uma segunda-feira, dia 6 de dezembro, e o mergulhador Frederico Nóbrega, de 39 anos foi mordido na perna. A Praia do Flamengo chegou a ser interditada na terça-feira pela manha, depois que pescadores contaram ter visto "um grande peixe preto" perto da margem. Ele havia acabado de mergulhar quando sentiu uma pancada forte e foi puxado para baixo e sangue se espalhou pela água.

Quando o mergulhador foi retirado da água havia uma mordida de 25 centímetros em sua coxa direita. Os dentes do animal atravessaram a roupa de mergulho. Ele ficou desesperado, achou que fosse perder a perna e os médicos que o atenderam disseram que se não fosse a proteção da roupa de neoprene, o tubarão poderia ter arrancado um pedaço da coxa.
Segundo especialistas, tratava-se um tubarão de cerca de 1,80 metro, presença até então inédita, em águas cariocas.
O tubarão deve ter chegado à baía durante a maré vazante, quando entra água do oceano, de temperatura mais baixa e ficado alguns dias na baía por causa da água fria, em torno de 17º C".




O oceanógrafo David Zee, à época, criticou a operação de guerra montada.




(recorte/ jornal O GLOBO de 7/12/1999)


O tubarão ou tubarões não foram localizados.