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terça-feira, 14 de setembro de 2021

Zizinho, 100 anos!


Com a bola nos pés, Zizinho virou um mito. 





 Nasceu no dia 14 de setembro de 1921, em São Gonçalo.


No Flamengo fez sua estreia aos 18 anos de idade e, aos 19, já integrava o time titular rubro-negro, onde permaneceu até 1950. Era o camisa 8. E com ela jogou ao lado de Domingos da Guia e Leônidas da Silva foi campeão carioca de 1939 e conquistou o tricampeonato estadual nos anos de 1942, 1943 e 1944.

Ao todo, o craque participou de 318 partidas e marcou 145 gols. Em 1942 foi convocado para a Seleção Brasileira, onde marcou 30 gols em 54 jogos. Zizinho teve uma atuação de destaque na Copa de 50 no Brasil, e, apesar da derrota de 2×1 para o Uruguai, recebeu o apelido de “Mestre Ziza”.





 

O jornalista italiano Giordano Fatori, que cobriu a Copa d 50, escreveu

 “O futebol de Zizinho me faz lembrar 
Da Vinci pintando alguma obra rara”.


Zizinho era um líder e tinha personalidade. Era o jogador que carregava o time na direção do gol. Ele tinha raça, era um guerreiro em campo e gostava de driblar os adversários. Além da habilidade, Ziza era famoso pela valentia e não aceitava desaforo. 

Se apanhasse em campo, também batia. Diz a lenda que chegou a jogar com a perna quebrada em duas partidas. Um meia armador com categoria, e generoso: dava passes açucarados para os atacantes fazerem gols.

Curiosidade

O sonho de Zizinho era jogar no América, o clube do coração, mas não foi aprovado. Então fez um teste no time da Gávea. O técnico da época, Flávio Costa,  o colocou durante um treino no lugar de Leônidas da Silva, o Pelé da época, e Zizinho marcou dois gols. Conclusão..ele foi contratado a pedido do treinador. 

No Flamengo, ganhou o apelido de Mestre Ziza.
O cantor, compositor e torcedor rubro-negro Ciro Monteiro
o chamava de “Ziza”
e “Mestre” era como o locutor Oduvaldo Cozzi
o tratava em campo.

Vestindo o manto sagrado

Com Leônidas





Zizinho defendeu o rubro-negro de 1939 a 1950 e fez história. Em 318 jogos, marcou 146 e foi considerado o maior ídolo até o surgimento de Zico.

Tinha como marca registrada o “drible em zigue-zague” e a paradinha nas cobranças de pênaltis, movimento que inspirou o Rei Pelé.

Com Pelé em 1958


Atuava na meia, no ataque, marcava bem, era um ótimo cabeceador, driblava como poucos, sabia armar. Além de tudo, não tinha medo de cara feia. Jogava duro quando preciso.




Outro craque que se inspirou no Mestre Ziza foi Gérson, meio campista brasileiro que teve destaque como segundo melhor jogador da Copa do Mundo de 1970. Zizinho era amigo do pai de Gérson, e, quando este iniciou a carreira como jogador, ouvia atentamente todos os conselhos do Mestre, tanto de marcação como visão de jogo e distribuição de passes. Como agradecimento, o “Canhotinha de Ouro” sempre cita Zizinho como seu mentor e maior incentivador na carreira de jogador.

Reconhecido como um dos maiores craques do Maracanã, teve seus pés gravados no hall da fama do estádio. A placa com as pegadas de Zizinho foi uma das 73 peças perdidas durante a última reforma do estádio, em 2013, mas acabou reencontrada em 2019.

Outras homenagens vieram depois da morte do Mestre, como a renomeação do estádio Caio Martins para estádio Thomaz Soares da Silva/Mestre Ziza, em Niterói, em 19 de fevereiro de 2002. Em 9 de novembro de 2006, o nome de uma rua do bairro carioca de Campo Grande, foi alterado para Tomás Soares da Silva (uma das formas como alguns veículos de imprensa grafavam o nome dele).

Também há alguns anos, a torcida do Bangu, clube onde jogou de 1950 até 1957 e o quinto maior artilheiro (127 gols), carrega uma bandeira com o rosto do Mestre Ziza.

Por fim, em 2019, os organizadores da Copa América no Brasil realizaram um concurso digital para definir o nome da mascote da competição, uma simpática capivara. Com 65% de votos, foi escolhido o nome de Zizito, em homenagem ao Mestre Ziza, um dos maiores artilheiros do torneio sul-americano.


“Eu era um guerreiro da bola, 
não gostava de maltratá-la, 
ela era o amor da minha vida”, 
disse emocionado Zizinho.








Ele morreu aos 80 anos, em 2001, em casa, conversando com a filha Nádia dias após operar um aneurisma no coração.




Belíssima canção de Max Vianna e João Vianna em homenagem ao grande Zizinho!



domingo, 23 de maio de 2021

Os outros tris do Mengo... é preciso registrar!


Tri-campeão Carioca de 42-43-44


Sob a direção de Flávio Costa o Flamengo tinha em 42 a mesma base que conquistara o título três anos antes: Domingos da Guia, Canegal, Volante e Valido. Perdeu Leônidas, mas viu emergir Zizinho. 

O Flamengo estava implacável, e com um ataque fantástico, que fez 87 gols em 27 jogos

No campeonato de 43, o time teve a saída dos veteranos argentinos Volante e Valido, que se aposentaram, mas a estrutura central do time era muito parecida à do ano anterior. 
 
O Flamengo foi campeão com uma rodada de antecedência, e numa tarde fantástica,  goleou ao Vasco por 6 x 2 no Estádio de General Severiano, com dois gols de Perácio e outros dois de Pirilo, e Zizinho e Vevé.

A grande perda para a temporada de 1944 foi a saída do zagueiro Domingos da Guia, mas teve a volta da aposentadoria, só na reta final do campeonato, do atacante argentino Valido.

Flamengo e Vasco se enfrentavam na última rodada na Gávea, quando, com um gol do atacante argentino Valido, o Flamengo venceu por 1 a 0 e levou a taça.





 

Tri-campeão Carioca de 53-54-55

E chegou, então, à Gávea, em 1953, Fleitas Solich, o Feiticeiro. Logo de cara, o Feiticeiro ganhou o Carioca daquele ano. E não parou por aí.

O time que conquistou o bicampeonato em 1954 tinha Evaristo e Zagallo na equipe titular.

Em 1955, explodiu mais um craque no Flamengo: Dida. Ele foi descoberto em Maceió, durante uma excursão do time de vôlei feminino do Flamengo. Trazido ao Rio de Janeiro, passou na seleção e ingressou no futebol do clube. Despontou quando foi escalado para o lugar de Evaristo na partida decisiva contra o América: 4 a 1 Flamengo – tricampeão carioca, com quatro gols de Dida. Foi um jogo de noite.

Uma grande geração que contava com Pavão, Jodir, Dequinha, Jordan, Joel, Rubens, Paulinho, Índio, Evaristo, Esquerdinha, Zagallo e Dida - artilheiro que foi grande ídolo de infância de Zico.

O terceiro título veio na decisão contra o América, em três partidas. Na primeira, vitória de 1x0; na segunda, uma surpreendente derrota por 5x1; e, na finalíssima, o troco com goleada rubro-negra por 4x1.




Tri-campeão Carioca de 1978-1979-1979

O terceiro tri do Flamengo foi a primeira grande conquista da equipe mais vitoriosa da história do clube. Liderada por Zico, a geração de Adílio, Rondinelli, Tita e Júnior, reforçada pelos experientes Raul e Carpegiani, ganhou tudo o que foi possível - no Rio, no Brasil, na América do Sul e no Mundo.

Em 1978, o título em cima do Vasco veio com o épico gol de cabeça do zagueiro Rondinelli, o Deus da Raça, que testou com força o escanteio cobrado por Zico para bater o goleiro Leão e impedir o bicampeonato do rival. 


No incio do ano seguinte, em meio a incerteza sobre o Campeonato Brasileiro, a Federação do Rio decidiu organizar um campeonato que ficou conhecido como "Especial" - e seus dois turnos foram vencidos pelo Flamengo, de forma invicta, tendo Zico como artilheiro. 

Desta forma, 1979 teve dois campeonatos estaduais, mas apenas um campeão: o segundo torneio teve três turnos e novamente todos foram vencidos pelo Flamengo, de novo com Zico consagrando-se artilheiro.




Tri-campeão Carioca de 1999-2000-2001

A virada do século trouxe o quarto tricampeonato carioca para o Flamengo. A partir de 1999, foram três decisões consecutivas conta o Vasco que geraram histórias inesquecíveis para uma geração de rubro-negros.
No primeiro título, o Maracanã lotado assistiu o Flamengo pressionar seu adversário durante a maior parte do jogo decisivo, em uma tensão que só se aliviou quando Rodrigo Mendes cobrou falta de longa distância e viu sua bala desviar na barreira e vencer o goleiro cruzmaltino. Em 2000, depois de vencerem por 3x0 a primeira partida da final, os rubro-negros encheram as equibancadas para celebrar o bicampeonato em vitória por 2x1, gols de Reinaldo e Tuta.E, em 2001, a emoção teve seu auge aos 43 minutos do segundo tempo da partida decisiva. Após vencer o primeiro jogo das finais por 2x1, o Vasco podia perder por até um gol de diferença para garantir o campeonato. Mas uma cobrança perfeita de falta de Petkovic definiu o 3x1 que trouxe o título para a Gávea.

"Em 27 de maio de 2001,
o pé direito de Dejan Petkovic
nos fez tocar o céu com as mãos"






Tri-campeão Carioca de 2007-2008-2009


Se o Vasco foi derrotado em três finais consecutivas no quarto tri, o quinto veio com vitórias seguidas sobre o Botafogo. A sequência começou em 2007.

Renato Augusto, com uma bomba da intermediária, fez o golaço que igualou o placar na segunda partida; com o 2x2, resultado idêntico ao do primeiro jogo, a decisão foi para os pênaltis e o Flamengo saiu vencedor.

Em 2008, Obina marcou nas duas vitórias contra os alvinegros, por 1x0 e 3x1, e garantiu o bi. 

E em 2009 o tri veio com a decisão nos pênaltis.
Uma repetição da história de 2007: dois empates por 2x2 antecederam a vitória rubro-negra nos pênaltis. 

Dirigido por Cuca e tendo o zagueiro Fábio Luciano como capitão, o Flamengo não só conquistou o penta tri, mas também colocou-se como o maior vencedor da história do Campeonato Carioca, superando todos os seus rivais em número de conquistas.



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

OCTACAMPEÃO!!!

 

 O Rio amanheceu cantando...



Uma vez Flamengo, sempre Flamengo
Flamengo sempre eu hei de ser
É meu maior prazer vê-lo brilhar
Seja na terra, seja no mar
Vencer, vencer, vencer!
Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer!

Na regata, ele me mata
Me maltrata, me arrebata
Que emoção no coração!
Consagrado no gramado
Sempre amado, o mais cotado
Nos Fla-Flus é o Ai, Jesus!

Eu teria um desgosto profundo
Se faltasse o Flamengo no mundo
Ele vibra, ele é fibra
Muita libra já pesou
Flamengo até morrer eu sou!

segunda-feira, 9 de março de 2020

Ontem como hoje...Curiosidade Carioca


Ibrahim Sued nos conta.
Há 50 anos...





Ibrahim Sued, em 10/3/1970



segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Mega hit " Em dezembro de 81", a origem





O ano era 1985 e Primeiros Erros, hit de Kiko Zambianchi lançado pelo músico no disco Choque, o primeiro de sua carreira, foi a música sensação.





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Se você foi a algum jogo do Flamengo com certeza ouviu e cantou junto “Em Dezembro De 81”.

Eric Barceleiro


  A letra é de Eric Barceleiro - rubro-negro apaixonado -  que num dia de sorte, escreveu "Dezembro de 81" e fez o Maracanã inteiro cantar. Ele foi buscar a inspiração no Mundial e no desejo da torcida por reviver esse momento.
A canção surgiu em 2010 a partir de uma sugestão na rede social Orkut, e foi baseada na música “Primeiros Erros”. Eric precisou esperar sete anos, mas viu sua canção explodir nas arquibancadas.

2017 foi o ano em que ela estourou na arquibancada. Com certeza foi a mais cantada. Demorou para todo mundo cantar, mas quando pegou ela contagiou. Não existe quem não conheça ela no estádio.

Além de contagiar os rubro-negros, a letra também chegou ao clube, que usa a canção em suas redes sociais e a coloca no telão em dias de jogos no Maracanã.


"Fiquei todo arrepiado 
quando ouvi todos cantando 
pela primeira vez. 
Até os jogadores cantam. 
Isso é muito gratificante, 
pois muito mais do que uma música da torcida, 
ela é do Flamengo."
Eric Barceleiro






“Em Dezembro de 81”

Em dezembro de 81
Botou os ingleses na roda
3 a 0 no Liverpool
Ficou marcado na história
E no Rio não tem outro igual
Só o Flamengo é campeão mundial
E agora seu povo
Pede o mundo de novo

Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, mengo
Pra cima deles, Flamengo!
Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, mengo
Pra cima deles, Flamengo!


Com os craques de 81


Um mix das duas versões...




Uma curiosidade: vale lembrar que Kiko é santista.


quarta-feira, 6 de novembro de 2019

REMEXENDO NO BÁU... Orgulho e Paixão há 10 anos


Terminada a 21ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2009, o Flamengo tomava 3×0 do lendário Avaí de Silas e ocupava a modesta 10ª posição na tabela.

Distante 11 pontos do líder Palmeiras, o clube tinha como meta declarada a Libertadores, mas até isso tava osso: o São Paulo, fechando o G4, aparecia 7 pontos adiante.

Conseguir algo no torneio parecia impossível. Só uma recuperação milagrosa pra botar o grupo treinado por Andrade nos trilhos…

E não é que ela veio?

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Clique AQUI e relembre!

sábado, 1 de junho de 2019

HÁ 50 ANOS, 1 DE JUNHO DE 1969, O URUBU se tornou símbolo do MENGO!



Até o dia 1° de junho de 1969, 
chamar um flamenguista de urubu 
era uma provocação com contornos de ofensa. 
Para boa parte dos rubro-negros, 
o apelido era um insulto racista sobre torcida. 

Foto de arquivo

Tudo começou a mudar quando quatro jovens amigos, moradores do Leme, na Zona Sul do Rio, decidiram calar os críticos soltando um urubu no gramado do Maracanã, durante um clássico contra o Botafogo. A ave de rapina virou a sensação do confronto e trouxe sorte ao rubro-negro, que venceu por 2 a 1, quebrando um tabu de quatro anos sem vitórias sobre o rival.

O voo do urubu, que completa 50 anos neste sábado, começou a ser planejado bem antes daquela partida. 

Hoje, o episódio seria considerado crime ambiental. Urubus são animais silvestres e não podem ser retirados de seu habitat e nem muito menos sofrer maus tratos.

 Mas, na época, com idades entre 18 e 20 anos, os amigos Victor Ellery, Romilson Meirelles, Luiz Octávio Vaz e Erick Soledade não pensaram nessas questões. Eles estavam decididos a capturar um urubu e soltá-lo no Maracanã. De início, eles foram até a Lagoa Rodrigo de Freitas, numa tarde de sexta-feira, mas não encontraram sequer um exemplar da espécie:

— Naquela hora, não tinha nenhum urubu ali perto dos clubes Caiçara e Piraquê. Então, decidimos ir ao lixão, no Caju, mas era tarde e não pudemos entrar. Disseram para voltarmos no dia seguinte — lembra Vaz.
— Oferecemos um valor para quem capturasse um urubu pra gente, algo como uns R$ 50 hoje. Deu até briga. Um gari fez um laço e conseguiu trazer um urubu. Nós o enrolamos em uma espécie de manta e o levamos para o carro — explica Ellery.

O quarteto rubro-negro voltava para casa com o senso de dever cumprido, mas foi surpreendido como em um contra-ataque do adversário. Com o carro parado em um sinal da Avenida Brasil , o urubu se soltou da manta, o que imediatamente instaurou o caos no veículo:
— Foi um desespero total. Eu estava dirigindo abaixado (pausa para risos). Depois de muito custo, conseguimos imobilizá-lo. Levei algumas bicadas, e os outros três foram buscar uma sacola para colocar o urubu. Deve ter sido rápido, mas fiquei sozinho com ele dentro do carro, esse tempo me pareceu uma eternidade — lembra Meirelles.

O urubu passou a noite em um prédio, no Leme, com a cabeça imobilizada para não bicar ninguém. Mesmo debilitado, o animal recusou o cardápio nada adequado oferecido pelo quarteto: macarrão ou feijão com arroz. O jejum seria apenas mais uma das provações a que a ave seria submetida. No dia do jogo, o quarteto amarrou uma bandeira do Flamengo nas patas do animal, com suporte de bambu, e o animal entraria no estádio dentro de uma sacola, que estava enrolada numa faixa.





A REDENÇÃO DO URUBU

Soltar um urubu em pleno Maracanã, com uma bandeira do Flamengo foi, para o quarteto, um ato de desforra que alcançou proporções inimagináveis. Até aquele momento, o mascote do Flamengo era o marinheiro Popeye, uma herança do remo, esporte que deu origem ao clube. 

Já no dia seguinte ao jogo, o GLOBO trazia a notícia: "Urubu pousa na sorte do Botafogo". O marinheiro Popeye logo foi trocado pelo animal pelo cartunista Henfil, que humanizou o personagem nas páginas do “Jornal dos Sports”.

Retirado da sacola, o urubu, uma fêmea, ainda estava atônito quando o quarteto decidiu soltá-lo. Voou sobre a torcida do Botafogo, que, surpresa, não reagiu. 

A do Flamengo vibrava, gritando 

“É urubu, é urubu!”, 

até que o animal pousou no gramado, onde se tornou a estrela do clássico. A ave ofuscou a estreia do atacante argentino Doval, o Diabo Loiro, contratado junto ao San Lorenzo, da Argentina, como estrela da temporada.

Erick Soledade sente que o trabalho do grupo é confundido por causa do desenho de Henfil. Para ele, muitos torcedores desconhecem a ação do quarteto e acreditam que o traço do cartunista ressignificou o urubu como novo mascote do Flamengo.

— Os desenhos dele ficaram eternizados nas páginas dos jornais, mas foram reflexo da nossa ação, e isso muita gente não sabe, o que acaba tirando o nosso reconhecimento — avalia.






O ADEUS DA AVE

Se o urubu rubro-negro completa 50 anos de adoção pela torcida neste sábado, a ave que deu origem à escolha teve vida bem mais breve. 

Dois dias depois do jogo, O GLOBO noticiava: “Urubu que a torcida elegeu não teve sorte: morreu de fome”. O animal foi encontrado pela equipe de reportagem morto no fosso do estádio. Já tinha sido removido do banheiro, onde foi encontrado por funcionários da Administração dos Estádios do Estado da Guanabara (ADEG). A necropsia feita por uma veterinária do Zoológico apontou que o animal morrera de inanição.

No domingo seguinte, outro grupo de torcedores levou um urubu para o Maracanã, durante uma partida contra o Vasco. O animal foi novamente festejado pela torcida ao pisar no gramado, consolidando sua espécie como mascote do rubro-negro.

Para festejar a data do primeiro voo no Maracanã, o Flamengo informou que prepara duas ações surpresa. A primeira, neste sábado, no jogo válido pelo Campeonato Brasileiro contra o Fortaleza, no Estádio Nilton Santos, o Engenhão, no Rio, e na segunda ação na quarta-feira, contra o Corinthians, no Maracanã, em partida válida pela Copa do Brasil. Aguardemos!






Ouça os depoimentos do quarteto que começou essa história...




Fontes: 
Acervo O GLOBO
Clube de Regatas do Flamengo




quinta-feira, 26 de maio de 2016

No Rio, 2001...há 15 anos

MAIO DE 2001.

Amanhã , dia 27, vai fazer 15 anos... Parece que foi ontem!

“E o técnico Zagallo olha para o relógio: 43 minutos, coça a cabeça.
Talvez Luiz Penido não soubesse que, ao assinalar o momento exato da cobrança, oficiava menos como radialista e mais como historiador. Washington Rodrigues, ao seu lado, intuía, ele sim, que estava prestes a presenciar um feito histórico da magnitude dos descobrimentos, da primeira explosão atômica, da ascensão do Cristo ou do gol mil de Pelé. Acusa a presença do sobrenatural, ali personificado no padroeiro São Judas Tadeu, que segundo ele “acaba de chegar”.
E a voz de Luiz Penido será, pelos séculos dos séculos, a moldura do mais belo quadro jamais pintado por um cobrador de faltas. Lá se vão dez anos, e todo rubro-negro que se preze ouviu a narração quinze, vinte, duzentas vezes. Muitos a decoraram como quem decora o hino nacional, o creio-em-Deus-padre. Gerações futuras de rubro-negros crescerão na segurança de que a voz do Penido, eternizada, lhes dará sempre a noção exata do que sentiram seus pais, avós, bisavós naquela tarde carioca de 27 de maio de 2001. 
Em 27 de maio de 2001, ali pelas cinco da tarde, o pé direito de Dejan Petkovic nos fez tocar o céu com as mãos. 
Não foi apenas o gol que nos deu um tricampeonato: foi o gol que — caso único na história do futebol — enterrou para sempre uma rivalidade secular. Percebam: até Fabiano Eller derrubar Edílson, na intermediária defensiva do Vasco, a torcida inimiga canta com a empáfia de quem olha o adversário de igual para igual. Três anos antes desfilaram troféus em frente à Gávea. Quatro meses antes arrotavam, desonestos que só eles, uma falsa igualdade em número de títulos brasileiros. Segundos antes, cantavam a certeza de que, desta vez, e para sempre, vice é o car..... 
Mas, às cinco da tarde, quis o destino que coubesse ao mais improvável dos artífices enterrar para sempre aquela soberba: um rapaz nascido a dez mil quilômetros dali, e ali desterrado depois que a guerra, as sanções e um banqueiro judeu o convenceram a ganhar o pão, com seu talento, a meio mundo de casa. 
Desde que os nossos remadores sentaram a pá na cabeça dos vascaínos que acudiram às Laranjeiras, e dentro de campo Candiota, Nonô e Junqueira fizeram do Flamengo o único time a bater aquele Vasco das camisas pretas, por 73 anos essa gente viveu com uma única obsessão: suplantar o Flamengo. 
Em 27 de maio de 2001, com os 2 x 1 no placar, e tendo conquistado dois Brasileiros e uma Libertadores num espaço de cinco anos, tinham certeza de que esse dia estava próximo. Aos 43 do segundo tempo ruiu tudo, e aquele Vasco multicampeão seria lembrado, apenas e tão-somente, como o tri-vice-campeão, o esquadrão talentoso que tremeu toda e cada vez que decidiu contra o Flamengo. E, desde então, todo vascaíno desvia o olhar quando cruza com um rubro-negro. 
Isso foi obra de Dejan Petkovic. 
Deus te abençoe, Gringo.”

                               ( trecho do texto de Pablo Duarte Cardoso/ reprodução)

VALE OUVIR E VER ESSE GOL INESQUECÍVEL...

. NA NARRAÇÃO PELA RÁDIO!





A IMAGEM DO MOMENTO!










domingo, 21 de fevereiro de 2016

O mais carioca dos argentinos


Hoje é domingo de FLA x FLU, pelo Campeonato Carioca.
E essa rivalidade sempre existe e emociona, com lances diferenciados, as torcidas, os gritos e cânticos. E, claro, os craques.
Conhecido como “El loco” e “Diabo louro”, o ídolo Doval faz lembrar a rivalidade entre rubro-negros e tricolores, o Fla-Flu, um dos mais charmosos clássicos do futebol brasileiro e mundial. Idolatrado nos dois clubes arquirrivais há mais de cem anos, o argentino Doval, com suas arrancadas, raça e técnica, fez história nos gramados do país nos anos 70, junto com craques como Zico, jogando na Gávea.

Doval: O Argentino mais Carioca que existiu
“O mais carioca dos argentinos”, Doval despertou paixões dentro e fora dos estádios e foi bicampeão estadual pelo Flamengo (1972 e 1974) com seus longos cabelos loiros e olhos azuis. O atacante do Flamengo morou em Ipanema, então no auge da moda, e frequentava as areias desta mesma praia, atraindo a atenção das mulheres. Irreverente e solteiro, era figurinha fácil também na noite do Rio.

Narciso Horacio Doval começou a carreira no San Lorenzo, o mesmo clube do Papa Francisco. Pelas mãos do técnico Tim, ele chegou ao Flamengo em 1969, onde jogou até 1971, quando foi vendido para o argentino Huracán, retornando no ano seguinte ao rubro-negro. 
Primeiro grande parceiro de Zico e duas vezes artilheiro do carioca vestindo a camisa com as cores vermelha e preta, o argentino atuou em 283 partidas pelo time da Gávea, atingindo a marca de 92 gols.
Mesmo consagrado como ídolo no Flamengo, Doval acabou entrando no troca-troca do futebol carioca, comandado pelo presidente do Fluminense, Francisco Horta.
Ele chegou a se naturalizar brasileiro, sonhando também com a convocação para a Copa da Argentina, naquele ano, o que acabou não acontecendo. 
O “gringo”, outro nome dado pela torcida do Flamengo ao jogador, morreu em 1991, de ataque cardíaco, aos 47 anos, na saída de uma discoteca em Buenos Aires. 
Ele tinha ido à boate para comemorar a vitória de 2 a 0 do Flamengo em cima do Estudiantes pela Supercopa.


quinta-feira, 12 de junho de 2014

O dia que o Maracanã torceu contra a seleção brasileira

Foi em 1976. Um jogaço!

E o Maracanã maciçamente foi... rubro-negro.

MENINOS EU VI... E TORCI, PRO MENGO, CLARO!

A partida foi um amistoso em homenagem à precoce morte do jogador rubro-negro Geraldo, contemporâneo do Zico, um craque criado na Gávea e até hoje ficou marcado na lembrança o estádio inteiro gritando Mengo, com toda força, contra o Brasil.

Na realidade, Flamengo e Seleção Brasileira já se enfrentaram em dois amistosos.


A primeira
vez foi durante os preparativos para a copa de 1958 -  só um jogo treino -  e a segunda foi na partida- tributo- um jogo pra valer -  disputando a taça Geraldo Cleofas Dias Alves.

Por causa desse jogo ficou decidido nunca mais jogos entre times e a seleção, pra não se ver a torcida contra o Brasil.

  • Flamengo 1 x 0 Brasil -   em 11/05/1958
  • Flamengo 2 x 0 Brasil  -  em 06/10/1976





FLAMENGO 1 X BRASIL 0 
Data - 11/05/1958
Estádio -  Maracanã

Flamengo: Fernando, Joubert, Milton Copolilo, Jordan, Jadir (Tomires), Dequinha (Carlinhos), Babá, Duca (Adalberto), Henrique (Manuelzinho), Luís Carlos e Alfredinho.

Gol do Flamengo:
Manuelzinho.

***

FLAMENGO 2 X BRASIL 0 
Data - 6/10/1976
Estádio -  Maracanã

Flamengo: Cantarelli; Dequinha, Jaime (Andrade), Rondinelli (Paolino), Júnior; Merica (Zé Roberto), Tadeu (Dendê), Luís Paulo (Júlio César); Paulinho (Adílio), Zico (Júnior Brasília) e Luizinho (Marciano). Técnico: Cláudio Coutinho

Brasil:
Félix (Leão); Carlos Alberto Torres (Wladimir), Marinho Peres (Zé Maria), Piazza (Beto Fuscão), Marco Antônio (Rodrigues Neto); Clodoaldo (Givanildo), Rivelino (Ademir da Guia); Jairzinho (Gil), Pelé (Dario), Paulo César Caju (Neca) e Edu (Valdomiro). Técnico: Oswaldo Brandão

Gols do Flamengo: Paulinho e Luís Paulo.
Público: 142.404

***

A Seleção Brasileira jamais venceu o Flamengo. 


Fotos: reprodução da internet



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Zico, 60 anos!

terça-feira, 3 de julho de 2012

O primeiro FLA-FLU

O Fla-Flu, considerado o clássico mais charmoso do Brasil, completa 100 anos no dia 7 de julho.


É uma história que resiste ao tempo, que acumula causos, que desemboca no imaginário de novos torcedores. E que começa nas Laranjeiras, diante da percepção de poucos homens, sem a atenção dos jornais da época, como se fosse uma partida qualquer.
Não era.

Nove jogadores se rebelaram no Fluminense e decidiram sugerir a outro clube da cidade, o Flamengo, que passasse a ter um time de futebol. Foi na pensão da Rua Almeida, no quarto de Píndaro - um dos 9 - pertinho das Laranjeiras, que os rebeldes decidiram deixar o Fluminense.

Píndaro era um sujeito tímido, recluso, que não gostava de falar sobre seus feitos em campo. Apelidado de "Gigante de Pedra", era um zagueiro firme. Virou médico. Fora dos campos, pouco mencionou o Fla-Flu de 1912, como se não tivesse noção de quão histórica era aquela partida.

 O processo da debandada foi capitaneado por Borgerth, que levou ao Flamengo a sugestão da criação do time de futebol em um clube até então especializado em remo.  Não tinha ideia de que estava iniciando a formação da maior torcida do Brasil.

"Há um parentesco óbvio
entre o Fluminense e o Flamengo. 
E como este se gerou
no ressentimento, 
eu diria que os dois
são os irmão Karamazov 
do futebol brasileiro"

Nelson Rodrigues

Foi por um incômodo com os rumos do time do Fluminense que os nove jogadores debandaram para o Flamengo.




O jornal "O Paiz" foi dos que mais destacaram o jogo. Deu uma coluna para ele. No texto, o periódico lembra que o Flamengo era favorito ao observar que

 "o resultado do campo da Rua Guanabara não foi absolutamente presagiado por nenhum amador do violento sport".

A publicação não esquece a origem do Flamengo:

 "É natural; todos os leitores sabem perfeitamente que a constituição de tão formidável equipe foi resultado de uma desavença entre antigos conxosocios do mesmo centro, e que a parte refractaria, reunida a outros 'dissidentes', fizeram nascer o Flamengo."

O jornal diz ainda que o "meeting" entre os "teams" foi visto por

 "numerosa, selecta e expansiva assistencia".

Entre os diários que noticiaram o jogo (o "Correio da Manhã", por exemplo, o ignorou por completo), ficou evidente o assombro com a vitória do Fluminense. "O jogo ficou aquém da expectativa, podendo-se considerar o seu resultado como uma sorpresa", escreveu o "Jornal do Commercio". Já o "Gazeta de Notícias" classificou o encontro como "dos melhores a que temos assistido".

No primeiro FLA-FLU   deu 3 a 2 pro Fluminense, embora o favoritismo do Flamengo.


Há quem pense, e é o caso de Nelson Rodrigues, que a história do Fla-Flu seria radicalmente diferente se o Flamengo tivesse comprovado seu favoritismo e vencido aquele jogo. A rivalidade, entende o cronista, não seria a mesma. Ele disse:

- Vejam como, histórica e psicologicamente, esse primeiro resultado seria decisivo. Se o Flamengo tivesse ganho, a rivalidade morreria, ali, de estalo. Mas a vitória tricolor gravou-se na carne e na alma flamengas. E sempre que os dois se encontram é como se o fizessem pela primeira vez.




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

RECORDAR É VIVER...


Há 30 anos o coração não cabia dentro do peito: o MENGO acabara de ganhar, na madrugada,  do time inglês, Liverpool,  e se tornava Campeão Mundial Interclubes.

Uma vitória maiúscula que coroou um time histórico.

Goleiro: Raul
Lateral-Direito: Leandro
Zagueiro: Marinho
Zagueiro:Mozer
Lateral-Esquerdo: Júnior

Volante: Adílio
Volante: Andrade
Meia: Zico

Ponta de Lança: Tita
Ponta de Lança: Lico
Centroavante: Nunes

Técnico: Paulo César Carpeggiani
Reservas: Cantarelli, Figueiredo, Peu, Anselmo, Nei Dias e Baroninho. 


Os craques ontem...



Os craques hoje...




EU TERIA UM DESGOSTO PROFUNDO,
SE FALTASSE
UM FLAMENGO NO MUNDO!



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

FLAMENGO CAMPEÃO!


Flamengo comprova mais uma vez que é  celeiro de craques.

Belamente,
acaba de vencer a
COPA SÃO PAULO DE FUTEBOL JUNIOR
com a garotada-craque.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O Campeonato Carioca vem aí.


As emoções, as torcidas, as expectativas estão no ar, aguardando o mais vibrante e charmoso campeonato do planeta, com suas histórias, mandingas, reviravoltas.

Daí o texto aí de baixo ter tudo a ver. Eu o recebi de um amigo do RIO DO QUE MORA NO MAR, das terras paulistas, Benedito Moraes de Faria.

É um relato de um jornalista, Rica Perrone , torcedor do São Paulo, que foi ao Maracanã, na recente final do Campeonato Brasileiro. De arquibancada.


Bem escrito e emocionante!

"Eu fui a 700 jogos na minha vida, 650 na arquibancada.
Diversos times, diversos estádios.
Vi finais e mais finais.
Eu nunca vi uma torcida comemorar tanto um gol.
Eu nunca vi uma festa tão bonita.
Eu nunca vi um estádio tão bonito lotado.
Eu nunca vi um time ter tanto medo de ser campeão.
Eu nunca vi uma torcida ter tanto medo do fiasco.
Eu nunca vi um drama tão desnecessário.
Eu nunca vi nada do que eu vi hoje.
Eu nunca vi um gol tão bonito quanto feito.
Eu nunca vi um time jogar tão mal uma decisão.
Eu nunca vi um time ser tão querido por uma nação.
Eu nunca vi uma nação inteira vestida com a mesma roupa.
Eu nunca vi tanta gente feliz junta.
Eu nunca vi tanta paixão num só lugar.
Eu nunca tinha visto.
Hoje eu vi.
Aprendi, ao vivo,
a cores e dentro da arquibancada, em pé,
passando aperto pra entrar, e no meio da nação,
o que é ser Flamenguista.
Eu achava que sabia. Mas não sabia.
Não, eles não são melhores do que os outros.
Mas também não são iguais.
Eles são únicos.
Eles amam aquela coisa de uma forma inexplicável.
E quando eles dizem “sai do chão, sai do chão!”,
não é uma música, é uma ordem.
E se você não sair, eles te tiram.
E se você conseguir, no meio deles, ficar livre
de qualquer envolvimento, você é um ET.
Não existe torcida mais bonita.
Não existe relação mais incrível
como Flamengo e Rio de Janeiro.
Nunca vi uma cidade vestida com a mesma roupa
desde as 8 da manhã de um domingo.
Nunca vi nada parecido com o que eu vi hoje.
Nunca vi tanta gente merecer tanto um título.
Não, não me refiro aos 30 jogadores do elenco.
Me refiro aos 35 milhões de eternos jogadores do elenco.
Nação… me desculpem.
Eu sei que esperavam um belo texto hoje.
Mas… nada do que eu escreva vai ser mais bonito
do que aquilo que vi."

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Orgulho e paixão

Ontem,
na hora a emoção, logo após o término do jogo, só deu pra por uma única imagem. Alegre, sorridente e brincalhona. Ela bastava.

Hoje
é preciso mostrar e falar um pouco mais dessa NAÇÃO, de todas as idades, que vestiu, lindamente, a cidade de vermelho e preto, de norte a sul.




Fotos: jornal Extra, o Globo - reprodução da internet


Uma NAÇÃO que renovou os estádios.

Uma NAÇÃO que traduziu amor em cantos com letras e melodias a cada jogo, a cada momento, a cada conquista.

Uma NAÇÃO de muitas coreografias.

Uma NAÇÃO no Rio e no mundo.


Muitos dos que ontem comemoravam não viram e viveram os outros cinco títulos.

EU VI! EU TORCI! EU VIVI!


Cada um com seu sabor diferente. 
O gol de Nunes, em 80 - no final do segundo tempo - 
que começou tudo e considero inesquecível, 
o grande gol da história pra mim.




Depois, 82 contra o Grêmio, 
83 contra o Santos, 
87 contra o Atlético Mineiro, de novo, 
e 92 o grande Junior comandando a festa.

Em todos esses momentos uma figura especial esteve presente. E ontem, também. Em outra posição, regendo de maneira nobre e equilibrada.

Andrade. O grande nome.


E aí aparece outro momento histórico assinado pelo Flamengo: o primeiro treinador negro, da história do futebol brasileiro a comandar um grande time e ser campeão. Isso só poderia ter a assinatura rubro-negra. O Flamengo a deixar de lado os almofadinhas pernósticos de terno e pranchetas de cálculos e estratégias matemáticas.

Andrade treinou, formou um time com o que bastava: competência, serenidade, entendimento. Características dos que têm realmente talento. Dos que fazem mais do que falam. Dos que realizam mais do que fazem alarde.

Esse é o verdadeiro hexacampeão! 
E a ele todos nós agradecemos!

ESSE É O CARA!

Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, ô
Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, ô


domingo, 6 de dezembro de 2009

EU SOU!!!!!!


Hexa!!!!!!

domingo, 22 de novembro de 2009

Recordações de Domingo

As imagens abaixo mostram o ontem e o hoje em um endereço: Praia do Flamengo, 66.

Antes, a primeira sede do Clube de Regatas do Flamengo. Depois, o Flamengo Park Tower, que nos dias atuais, seu bloco A, após um projeto ousado de retrofit já tem novo inquilino: o empresário Eike Batista.




domingo, 3 de maio de 2009

Meeeennngoooo!

Charge de Henfil - reprodução


Acima o lindo postal de Henfil - cartunista e grande rubro-negro - onde o Cristo pula com o gol do Mengo!

Aliás, foi no seu traço genial a origem do personagem-símbolo da galera: o urubu.

Certa tarde de Maracanã lotado, em um fim de semana dos anos 60, em que o jogo corria normal e torcedores do Botafogo - sempre eles !- soltaram um urubu carregando uma bandeira do Flamengo. Mais que uma provocação, uma crítica pesada: para os alvinegros, os flamenguistas não passavam de favelados que reviravam o lixo em busca de comida. Eram os urubus.

A resposta à brincadeira preconceituosa e sem graça, veio em alto nível, na edição do Jornal dos Sports - do dia seguinte - onde trabalhava : o desenho de um adorável urubu vestindo a camisa do Flamengo. Ele preferiu, e com razão, o bom humor e adotou o bicho como mascote .

Iniciava ali um apaixonado canal de comunicação com a nação Rubro-Negra e sua torcida, que adotou, também, o urubu.

Hoje, nesse momento de vitória e grande conquista da NAÇÃO, relembramos Henfil, um grande cronista da história do FLAMENGO.


PARABÉNS FLAMENGO!
PENTA TRI CAMPEÃO CARIOCA!