terça-feira, 30 de abril de 2019

Remexendo no baú...a nova Copacabana!


Há 50 anos, em 1969,
começava a surgir 
a nova Avenida Atlântica .

Remexendo no baú do BLOG, vale o repeteco!
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quinta-feira, 25 de abril de 2019

125 anos de Ipanema!

  

26 de abril de 2019
125 anos de Ipanema!




Vale o repeteco da crônica!

" Visitar Ipanema é bom, mas nela viver é especial. Como um dia disse Carlos Lyra,


É mais que um pedaço
É um braço do Rio
Tão carioca
Que desemboca no mar,


Os índios tamoios foram os primeiros moradores desse local a que deram o nome de Y-panema - água imprestável, ruim para a pesca.

Mas foi um certo barão, o de Ipanema, José Antônio Moreira Filho, que ao herdar do pai, em 1886, um desvalorizado areal da Fazenda Copacabana, decidiu explorar a área, comercialmente, lançando, em 1894, um empreendimento imobiliário, com o coronel José da Silva, seu sócio. Com 19 ruas e duas praças, surgiu, então, o loteamento Villa Ipanema.

Algumas ruas tiveram seus nomes dados em homenagem à família do Barão , como a Alberto de Campos e a Montenegro - atual Vinícius de Moraes – seus genros .

Num primeiro momento, ninguém quis morar no local, considerado longe demais, pois até lá só era possível ir de canoa ou a pé. A partir da chegada dos bondes, o bairro chamou a atenção, o negócio deslanchou e o barão começou a vender suas terras, principalmente a imigrantes.

Em 1927, as ruas Vieira Souto, Maria Quitéria e Prudente de Morais foram iluminadas com luzes incandescentes, atraindo ainda mais a atenção para a região. A partir daí, não demorou a acontecer o boom do bairro: foram inaugurados colégios (como o Notre-Dame e o São Paulo) e construído o prédio Issa, o primeiro com dois pavimentos.

Criar modismos sempre foi a principal marca do bairro. Muito antes da Rose di Primo - a criadora da tanga - e da revolucionária Leila Diniz, ao desfilar sua barriga de grávida, já em 1915, a bailarina americana Isadora Duncan nadava nua em suas águas.

Na década de 30, a chegada dos grandes cinemas – Cine Ipanema, Cine Pirajá, o Pax e o Cine Astória e o surgimento dos bares Jangadeiros, Zeppelin e Berlim (depois Bar Lagoa), tornaram Ipanema uma das melhores opções para boemia e para o lazer. Vocação confirmada, no final dos anos 60, pela inauguração do Teatro de Bolso e a transferência da atual feira Hippie – Feira de Arte que ocorria no Museu de Arte Moderna (MAM),para a praça general Osório.

Nos anos 60, Ipanema virou objeto de exportação. Foi lá que a bossa-nova se estabeleceu e a Banda de Ipanema passou. As moças do Castelinho acabaram descobrindo que bom mesmo era dividir o maiô no meio, se lambuzar com Rayto de Sol, jogar frescobol na beira da água, catar tatuí na areia e acompanhar os meninos de cabelo comprido, que seguiam para surfar as ondas.

O Castelinho era uma construção, no Arpoador, em estilo mourisco feia pra dedéu – gíria ipanemense - construído em 1904 pelo cônsul da Suécia, Johan Edward Jansson, que acabou virando restaurante, um autêntico pé-sujo, onde o chope era mais barato, os pastéis mais crocantes e o papo muito mais animado. No Mau Cheiro, outro bar do Arpoador, a nata da intelectualidade se reunia para beber e discutir a política cultural do país.

No verão 68/69, diante de um pôr-do-sol daqueles, o jornalista Carlos Leonam não se conformou e disse: “Essa tarde merece uma salva de palmas!”. Imediatamente, o grupo em que estava na altura do Posto 9 - Glauber Rocha, Jô Soares, João Saldanha, entre outros - deu início aos aplausos. Repetido e consagrado, mais tarde, em comercial de TV.

A praia dos anos 70 viu as dunas do barato , o local de encontro da geração desbunde, e dos 80, nascer nas suas areias o Circo Voador e o jornalista Fernando Gabeira chocar o Posto 9 usando uma tanga de crochê da sua prima, a jornalista Leda Nagle.

Ipanema ainda teve verões marcantes como o da lata e o do apito. E se tornou o maior pólo de moda do Brasil, com lojas, que ficaram para a história como Bibba, Blu Blu, Lelé da Cuca , Yes Brazil, Ethel e Company.

Aí surgiu uma canção, inspirada numa moça que passava frequentemente em frente ao Bar Veloso, na esquina da rua Montenegro e Prudente de Moraes. Ela encantou Tom Jobim e Vinícius de Moraes que estavam sempre no bar e surgiu Garota de Ipanema, música que ganhou o mundo. Quem era a garota? Heloísa Eneida Menezes Paes Pinto, que morava na rua Montenegro, nº 22 – próximo ao bar - e somente dois anos e meio depois, já com namorado, ficou sabendo que era a inspiração do sucesso. Quando se casou, Heloísa convidou Tom Jobim e sua esposa Thereza para serem padrinhos.

Essa província independente que influenciou hábitos e costumes, foi referência e unanimidade. Não há hoje, no Brasil, uma praia habitada que não tenha biquíni, surfe ou vendedor de sanduíche natural. Graças a Ipanema.

Hoje não tem mais tatuís . As dunas do Píer também não. Nem as empadas do Mau Cheiro, o bonde 12, nem a rua Montenegro, nem o Veloso. Nem a Churrascaria Carreta , a Sorveteria do Moraes,  a padaria Eldorado, a Chaika,e os cinemas de rua. Mas ainda estão em Ipanema a Casa Reis, o Honório e tantas outras novidades , que Ipanema inventa a cada dia, recriando suas esquinas, suas calçadas e sua praia.

Que continuam a ser, como nos versos de Tom Jobim...
cenário de cinema...poema à beira-mar."





segunda-feira, 22 de abril de 2019

Cronica Carioca de Todos os Tempos _Pixinguinha


23 de abril,
aniversário de Pixinguinha e por isso
DIA NACIONAL DO CHORO!


O genial jornalista Jota Efegê publicou  em março de 1973, 
um mês após a morte de Pixinguinha,
esse interessante relato sobre o mestre do choro.










domingo, 21 de abril de 2019

Tiradentes


No ano de 1787, 
cansado da vida militar, 
Tiradentes 
pediu licença no regimento, 
e veio para o Rio de Janeiro.




Vale relembrar

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quarta-feira, 17 de abril de 2019

As amêndoas da Quinta- Feira Santa




O reverendo Robert Walsh foi um médico e capelão que chegou ao Rio de Janeiro em outubro de 1828, aos 56 anos. Em sua obra intitulada Notícias do Brasil: 1828-1829, publicada em 1830 e traduzido para o português em 1985, apresenta um breve resumo dos principais fatos que ocorreram aqui. Descreve com grande riqueza e precisão de detalhes fatos importantes 

e também os do cotidiano.

Assim ele descreve um costume 
que se perdeu da Quinta-Feira Santa carioca:
 as amêndoas


" Na noite da Quinta-Feira Santa era realizada uma passeata geral pela cidade, da qual participava todo o povo. Trajando suas roupas domingueiras, eles enchiam as ruas até o amanhecer. Como havia sempre luar nessa época e o tempo era ameno, todos participam dessa diversão.

A ocasião oferecia ainda o atrativo das... "amêndoas".

... a noite de Quinta-Feira Santa é o momento dedicado às escravas, as quais têm permissão para confeccionar e vender em seu próprio proveito as amêndoas confeitadas. À porta de todas as igrejas e nas suas proximidades estabelece-se uma festa, onde elas são vendidas.

Ali as pobre moças, trajando suas melhores roupas e usando seus modestos enfeites, exibem seus produtos, às vezes dispostos em mesas cobertas com uma toalha, às vezes no chão, ao lado de velas acesas. 

Constituem principalmente de 

amêndoas confeitadas, em cartuchos de papel ou em cestinhas também de papel, caprichosamente feitas e pintadas, ou então de figurinhas feitas de açúcar, de diferentes tipos e trajes, recheadas com uma variedade de guloseimas. 

Essas figuras são geralmente vendidas por duas patacas, e eu jamais fiz uma compra com tanto prazer como a que fiz ali naquela "feira santa", tão humanitariamente criada para promover a indústria das pobres escravas e lhes proporcionar algum lucro. Trata-se de uma da pequenas e numerosas instituições que põem em evidência o que há de bom e generoso no caráter dos brasileiros, e quase chegava a atenuar um pouco os horrores da escravidão ver naquela noite tantos escravos caprichosamente trajados, tão alegres e aparentemente tão felizes..."