quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

COLEGIO ANGLO-AMERICANO, na Praia de Botafogo.

A cidade tem uma história rica de colégios que marcaram.
Já falei aqui do GINÁSIO SÃO MARCOS, tradicional colégio que existiu no bairro do Flamengo.

Hoje o espaço é do ANGLO AMERICANO, no bairro de Botafogo.


A curiosidade desta foto, de 1949
do fotógrafo alemão Kurt Klagsbrunn ,
 é que mostra o povo fazendo fila,
que passa pela porta do colégio
 - palacete atrás dos pinheiros -  
para entrar na Loja SEARS ROEBUCK,
pouco adiante, na mesma calçada,
que estava sendo inaugurada.

Este colégio começou do idealismo da professora inglesa Marguerite Coney  que veio para o Rio para lecionar na "Graded School", que não aceitava crianças brasileiras. Como este fato a desagradava, fundou seu próprio colégio, em 1919, no prédio alugado à Light, na Praia de Botafogo nº 482.

Em 1929 Miss Coney transferiu seu colégio para o nº 374 da Praia de Botafogo, antigo palacete do Barão de Alegrete, onde até 1927 estivera o Colégio Aldridge, para meninas.


Foto: reprodução Internet


Durante a 2º Guerra Mundial, com a a nacionalização, por decreto, das instituições estrangeiras por Getúlio Vargas,  o British American School muda seu nome para Colégio Anglo-Americano e a direção passa para o Dr. Frederico Ribeiro.

As décadas de 50 e 60 foram gloriosas para o Anglo-Americano, na prática esportiva, destacando-se, principalmente, nos “Jogos da Primavera”. A piscina do Anglo ficava no fundo do terreno , onde a garotada fazia aulas de natação e trampolim. O Anglo era considerado o colégio dos esportes. Tinha tambem um ginásio maravilhoso.

O colégio ali funcionou   até 1974, quando o estabelecimento de ensino  fechou as portas  e se transferiu para a Rua General Severiano, em um casarão, ex-convento arrendado.

O palacete foi vendido , colocado abaixo, criminosamente, se perdendo um pedaço da memória carioca. Ali existe um prédio todo em vidro fumé, que foi à época de sua construção, apelidado de Idi Amim.

5 comentários:

  1. Aquele prédio era lindo. Não sei como deixaram que ele fosse derrubado.
    Beijos

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  2. Parte da nossa história agora só em album de fotografias... Vivi momentos inesquecíveis naquele colégio.

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  3. Na verdade o afastamento de Mrs. Coney Ligonto da direção do colégio deveu-se ao fato de ser casada com um cidadão italiano, Ricardo Ligonto, cujo país estava em guerra contra o Brasil. Logo após ela enviuvou e passou a acolher um sua casa, na rua General Ribeiro da Costa, no Leme, as ex-colaboradoras Ms. Berta e Ms. Fanny. Em 1944, então com 10 anos de idade e a convite dela, paassei um ano residindo com esse grupo muito especial, estudando para o concurso do Colégio Militar. Explica-se: meu pai, professor do Anglo e muito querido pelo casal, era oficial da reserva do Exército, foi convocado para o serviço ativo e transferido para Belo Horizonte justamente quando me preparava para o concurso. Foi com extremada generosidade que o casal me acolheu e apoiou num período conturbado. Naquela casa só se falava inglês, mais um ponto positivo na minha formação e apesar de tudo foi um período inesquecível!
    Verdade, passei no concurso...

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  4. Luis Paula Freitas essa talvez seja a maior riqueza de uma foto. As histórias que elas carregam!

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  5. Estudei neste colégio até pouco antes de ser fechado, acho que foi em 1972. Gostaria de ver mais fotos.

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