segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Teleférico de Copacabana à Tijuca é descoberto

Mapa de teleférico que ligaria Copacabana à Tijuca é descoberto na Alemanha
Data do projeto que passou cem anos guardado é 5 de novembro de 1912.

Faz cem anos que o bondinho do Pão de Açúcar alçou os ares pela primeira vez, em 27 de outubro de 1912. Feito de madeira e pintado de amarelo, o “camarote carril”, como era chamado, deslizou da Praia Vermelha até o Morro da Urca, levando 577 passageiros no dia da inauguração, depois de pouco mais de três anos de obras e planejamento. No meio da construção, entre a abertura do primeiro trecho, até o Morro da Urca, e a inauguração do segundo, até o Pão de Açúcar, o mapa de outro teleférico — ligando Copacabana à Tijuca — foi elaborado. A data colocada no mapa que passou cem anos guardado numa gaveta é 5 de novembro de 1912.

O teleférico que iria de Copacabana até a Tijuca foi planejado pela empresa alemã Julius Pohlig AG, a mesma chamada pelo engenheiro brasileiro Augusto Ferreira Ramos para construir o bondinho do Pão de Açúcar. 
O mapa foi encontrado no Arquivo Industrial Renano-Westfaliano (RWWA, na sigla em alemão), em Colônia, na Alemanha, justamente por conta do centenário do bondinho do Pão de Açúcar: funcionários fizeram uma busca para ver se achavam algo interessante para o prefeito de Colônia levar ao Rio na sua próxima visita. 
Dentro do material do bondinho do Pão de Açúcar foi achado um mapa com o título “Situação do projetado teleférico de pessoas”.  No mapa havia sete paradas e passagem pelo Corcovado. 
A Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar havia solicitado a projeção de mais um teleférico espetacular conectando os mais altos morros cariocas. Desenhado à mão, o mapa mostra a linha detalhada de um teleférico. O caminho tem paradas no Morro da Saudade, no Corcovado e no Morro da Formiga. 
Julius Pohlig, fundador da empresa, era famoso pelo conhecimento na área de transporte teleférico. Ele queria construir bondinhos pela extração de carvão nas minas alemãs. Como ele conseguiu o convite de construir o bondinho do Pão de Açúcar, não se sabe, mas, sem dúvida, era uma sensação, o morro já era famoso mundialmente  
Por causa de um incêndio no antigo prédio da Julius Pohlig AG, perderam-se documentos como correspondências entre a empresa alemã e a empresa de Augusto Ramos. Por isso faltam informações que expliquem por que o teleférico Copacabana-Tijuca não saiu do papel.

O mapa mostra a ligação através de teleférico de Copacabana até a Fábrica das Chitas, perto da Praça Saens Peña e técnicos afirmam que o desenho parece perfeitamente viável em termos de engenharia.  

Parte do mapa secreto




Fonte:
O Globo Online

4 comentários:

  1. Que maravilha seria, não? Será que poderiam pensar em fazê-lo agora?
    Vi na tv que pensam em fazer o trecho que ligue a outro morro da Urca. Será?
    Beijocas e parabéns pelo lindo blog

    ResponderExcluir
  2. Muito bom este Blog.
    Fatos importantes de nossa história que muita gente não sabe, e que ficou só no papel.
    Parbéns não só por esta postagem, como as demais.Muito bom
    Adalberto Day cientista social e pesquisador da história em Blumenau

    ResponderExcluir
  3. Adalberto,

    Obrigada pela sua visita.
    Seja bem-vindo ao RIO QUE MORA NO MAR, espaço para os que amam o Rio e suas histórias.

    Elizabeth

    ResponderExcluir
  4. Gisele,

    Esse trecho esquecido, infelizmente, acho que hoje seria inviável pela ocupação das encostas que o teleférico passaria. Mas o trecho que chega ao Babilônia, parece que vai acontecer. AGUARDO ANSIOSAMENTE!!!

    Bjs

    ResponderExcluir

Comente! Seja bem-vindo!