domingo, 2 de junho de 2013

MARACANÃ

 Em tempos de inauguração de um novo Maracanã, vale passear pela sua antiga arquitetura.

Conhecido pelo nome do pequeno rio que corre em frente e que também dá nome ao bairro de sua localização, o Maracanã  foi construído para sediar a Copa do Mundo de 1950. 

Em 1947 a prefeitura do Rio de Janeiro abriu concorrência pública para o projeto arquitetônico do estádio. O projeto vencedor foi de autoria da equipe de arquitetos formada por Waldir Ramos, Raphael Galvão, Miguel Feldman, Oscar Valdetaro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Antônio Dias Carneiro. 

Os arquitetos Miguel Feldman e Antônio D. Carneiro
diante da maquete do Maracanã, em 16/6/1949  
foto  -  coleção de Branca Feldman  


A sua construção teve início dia 2 de agosto de 1948, na administração do prefeito Ângelo Mendes de Morais. Trabalharam na obra gigantesca 1.500 homens, e nos meses finais este número elevou-se para 3.500. O engenheiro que iniciou os trabalhos foi o Dr. Paulo Pinheiro Guedes.
 
A Copa do Mundo de 1950 foi realizada com as obras  não concluídas. A rigor, estas só terminaram em 1965. 




Estádio Municipal 1950 R1 

 Dia da inauguração do Maracanã em 1950

O estádio pertencia ao município do Rio de Janeiro e por isso o projeto que transitou na Câmara de Vereadores para a sua construção foi de autoria de Ary Barroso,o  famoso compositor e locutor esportivo, que era vereador naquela época. 

Para a administração do Maracanã, foi criada a Administração dos Estádios do Maracanã, que depois passou a se chamar Administração dos Estádios da Guanabara (ADEG) e depois Superintendência dos Estádios do Rio de Janeiro (SUDERJ).

A Arquitetura

O formato do estádio era oval, medindo 317 metros no eixo maior e 279 metros no menor. Sua altura máxima era de 32 metros. A distância entre o centro do campo e o espectador mais afastado era de 126 metros. 

 


Fotos da obra em 1949

O gramado tinha 110 metros de comprimento por 75 de largura. Era circundado por um fosso de 3 metros de largura e profundidade, com bordas em desnível. O acesso ao gramado era feito por intermédio de 4 túneis subterrâneos.
A parte destinada ao público era, originalmente, constituída por três lances:

  •  a geral, que costumava acomodar até 30 mil espectadores de pé; 
  • o segundo lance, com 30 mil cadeiras e 300 camarotes com 5 lugares cada; 
  • no terceiro lance, situado sobre as cadeiras,  as arquibancadas, originalmente com capacidade para 100 mil espectadores sentados. 
Na parte central do eixo menor, lado da sombra, ficavam a Tribuna de Imprensa, a Tribuna Desportiva e as Cadeiras Especiais, incluindo as Cadeiras Perpétuas. Logo abaixo destas estavam as cabines refrigeradas de emissoras de rádio e televisão. 

O estádio era dotado de uma marquise que cobria parcialmente as arquibancadas em toda a sua circunferência. Refletores a vapor de mercúrio estavam instalados sobre a marquise, ao longo das duas laterais do campo. 

A altura do estádio correspondia ao de um edifício de seis andares.

 O acesso do público às arquibancadas se dava por duas gigantescas rampas nas extremidades opostas do eixo menor do estádio. Cada rampa se desdobrava em duas, desembocando nos anéis que circundavam as arquibancadas na altura do terceiro e do sexto andar. Podia-se chegar às Cadeiras Especiais e Tribunas pelos elevadores. 


Um comentário:

  1. MARAVILHOSO REGISTRO DA AUDACIOSA ARQUITETURA BRASILEIRA QUE SE ESTENDE AOS TRAÇOS DE OSCAR POR BRASILIA, RIO DE JANEIRO, BELO HORIZONTE, GOIÂNIA E O RESTO DO MUNDO.

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