segunda-feira, 25 de abril de 2016

Engenho da Rainha... que rainha deu nome ao bairro?

Em suas origens, a região hoje denominada Engenho da Rainha fazia parte da Freguesia de Inhaúma, criada em 1743, e ganhou este nome quando esta Freguesia foi desmembrada, resultando nos atuais bairros de Pilares, Tomás Coelho e parte de Inhaúma.

A região acolhia uma residência adquirida pela...Rainha Carlota Joaquina, esposa de D. João VI, por volta de 1810, com o objetivo de nela descansar.

A região próxima à fazenda era habitada pelos índios tamoios. Como herança, tem-se muitas ruas com nomes ligadas a este fato - Rua Bororó, Xerente, Canitar, Flexal, dentre outras.A Fazenda da Rainha Carlota Joaquina, além do engenho de cana-de-açúcar, tinha também plantação de café e a mão-de-obra escrava era a responsável pela economia rural. O rio Faria, hoje bastante degradado, banha o bairro.



O casarão no início do sec XX

Ao final do século XIX, a fazenda Palmeiras é adquirida pelo Visconde de Embaré, provedor da Santa Casa de Santos. Com sua morte, a viúva Josefina Carvallhais Ferreira, Viscondessa de Embaré, vem residir no Casarão. Com o seu falecimento, a Condessa de Modesto Leal compra a residência e inicia trabalhos sociais.

Por volta de 1944, a Condessa de Modesto Leal inicia atividades de abrigamento de idosos, sendo então fundada a Associação Mantenedora da Casa de Nossa Senhora da Piedade, com o apoio da Ordem de Santa Cruz dos Militares, sendo ela a primeira Presidente da Instituição.

Em 1949, assume a direção do Casarão a Princesa Maria Francisca Amélia de Orléans e Bragança, que amplia em muito os trabalhos da Associação Mantenedora, que hoje, com 71 anos de existência, continua a prestar serviços à comunidade.

O casarão nos tempos atuais, onde funciona
o Casarão da Cultura

A Serra da Misericórdia, situada na Freguesia de Inhaúma, era o local onde os negros escravos procuravam se esconder quando fugiam da Fazenda.

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