sábado, 5 de outubro de 2019

O som carioca e marcante do "Mago do Pop"


Ele esteve presente durante quatro décadas na indústria da música pop nacional, mas não é um nome conhecido do grande público.

Fez arranjos de alguns dos maiores sucessos de Rita Lee, Gal Costa, Roberto Carlos, Tim Maia, Jorge Ben Jor, As Paquitas, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Lulu Santos, Angélica, Moraes Moreira, Sullivan e Massadas, Sandra de Sá, Marcos Valle e Xuxa, entre centenas de outros artistas.

Esse renomado maestro, arranjador, 
instrumentista, tecladista, 
produtor musical e compositor foi
Lincoln Olivetti.


Com seu talento e marca sonora, Lincoln Olivetti modernizou a música brasileira nas décadas de 1970 e 1980 e hoje, seus clássicos são recuperados e celebrados por DJs e público nas pistas de dança.

"Acima de rótulos, Lincoln Olivetti foi artista que manteve, ao longo da obra, alto padrão técnico de qualidade, perceptível no álbum"

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Gravou e lançou em 1982 com o músico carioca Robson Jorge (1954 – 1993), o Lp Robson Jorge & Lincoln Olivetti, e neste disco mostrou como fazer black music à moda brasileira dos anos 1980. Um disco considerado antológico, um ensinamento do mestre dos estúdios e dos teclados.




Lincoln hoje é unanimidade pelo legado deixado como arranjador, ofício no qual o artista mostrou genialidade ao orquestrar gravações de hits como

. Fim de tarde (Cláudia Telles, 1976)



. Lança perfume (Rita Lee , 1980)




. Festa do interior (Gal Costa, 1981)




. Banho de cheiro
(Elba Ramalho, 1983)




. Estrelar (Marcos Valle, 1983)






. Palco ( Gilberto Gil, 1981)



 . Leva  (Tim Maia, 1985)



 . Amor Perfeito (Roberto Carlos, 1986)




Também participou, como compositor ou intérprete, de trilhas sonoras de novelas de sucesso, como "Dancin' days" (1978), "Baila comigo" (1981) -  na qual tocou o tema de abertura ao lado de Robson Jorge - , "Mandala" (1987), "Feijão maravilha" (1979) e "Plumas e paetês" (1980).

Considerado um dos criadores da sonoridade do pop brasileiro dos anos 1970, colocava todo mundo num formato realmente internacional. Poucos músicos brasileiros, porém, sofreram tanta perseguição da crítica musical quanto Lincoln Olivetti, sendo acusado de "pasteurizar" a música brasileira e de colaborar com uma suposta queda de qualidade artística da MPB. É preciso contextualizar as críticas que ele recebia. Era um tempo  que a indústria do disco sofria uma grave crise no Brasil. Gravadoras cortavam seus elencos e despediam artistas a rodo. A discoteca dominava as paradas, e muitos artistas veteranos se sentiram desprestigiados.

 Após um período turbulento por causa da morte de seu parceiro musical, o guitarrista Robson Jorge, Lincoln Olivetti retomou a carreira em 1993.  Foi convencido a retomar os trabalhos pelo  DJ Memê e foi uma volta de gala com a gravação do álbum Assim Caminha a Humanidade, de Lulu Santos.  

 Ele viveu a serviço da música. 
Lincoln Olivetti faleceu no dia 13 de janeiro de 2015.

"Hoje em dia, se estivesse vivo, 
ele faria tudo de forma grandiosa. 
Iria colocar mais qualidade 
do que está tocando aí".
DJ Memê


CONFIRA um single inédito, com sua filha a Dj MARY OLIVETTI.

“You & Me”... Pai e filha em um encontro bonito.



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