domingo, 2 de agosto de 2020

Um RIO que se foi




Na esquina da Avenida Atlântica com a Rua Hilário de Gouveia, em Copacabana, existia o palacete da família Dias de Castro.

A mansão foi  construída em 1922.




 O palacete  em foto de 1971


Pertenceu ao engenheiro e ex-presidente da Associação Comercial de São Paulo Sr. Ernesto Dias de Castro (1873-1955), que também era proprietário do Edifício Dias de Castro, com 12 andares, - o da fachada abaulada na primeira foto de cima-  no terreno vizinho. 



483c990d3a9ac088d9255f18a1f9468e - Série Avenida Paulista: Casa das Rosas e o Parque Cultural Paulista
Ernesto Dias de Castro


A mansão foi projetada pelo arquiteto e engenheiro  Gastão Bahiana, o mesmo que também projetou a Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, e que virou até nome de rua em Copacabana.

Dias de Castro só teve uma filha, Laura Castro Martins, que não deixou herdeiros. Após a sua morte, em 1978, a casa foi adquirida pela imobiliária Sérgio Dourado por 640 milhões de cruzeiros ou cerca de 38 milhões de dólares, valor que incluiu o vizinho edifício Dias de Castro. O imóvel até a sua demolição estava muito bem conservado e poderia tranquilamente fazer parte da Avenida Atlântica até hoje.

Sua demolição aconteceu em 1981, pouco antes da mansão completar 60 anos de existência.
Como não havia herdeiros o dinheiro gerado pela venda da mansão e do prédio vizinho foi destinado a três entidades filantrópicas. 

No lugar da casa foi construído o Edifício 2172 da Avenida Atlântica. O prédio de quase 20 andares tem a fachada com vidros escuros e possui um apartamento por andar de 650 m2.



Duas curiosidades:


1.  Após a demolição dessa mansão, há quase 40 anos, ainda restaram mais cinco casas na orla de Copacabana: 
. Casa de Pedra da dona Zilda, 
."Casa dos Bichos" que pertenceu a Veplan, 
. Casa Rosa do Consulado da Áustria, 
."Casa do Vaticano" que virou a Boate Help  
. Casa Geminada que pertenceu a Humberto Milano Jr., localizada na esquina da Rua Joaquim Nabuco.


2.  Nesse prédio aconteceu uma ação policial cinematográfica, em 2011, que ocorreu na cobertura, que pertencia ao bicheiro Aniz Abraão David. Do helicóptero da operação teve até descida de rapel e foram encontradas, no apartamento, malas com milhões de Reais.  Essa cobertura, anteriormente, pertenceu ao jornalista Roberto Marinho, proprietário das Organizações Globo, e foi vendida em 2004 ao bicheiro.

Policiais descem de rapel na cobertura do bicheiro Aniz Abrãao David, o Anísio, na Avenida Atlântica, em Copacabana Foto: Fernando Quevedo / O Globo 



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