Mostrando postagens com marcador ilha do governador. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ilha do governador. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de setembro de 2017

5 de setembro...aniversário da Ilha do Governador

Comemorando o aniversário da minha querida Ilha do Governador!

Fotos de outros tempos.
De uma Ilha mais calma,mais vazia.

Saí de lá, onde morei, há mais de 40 anos. Segui outros caminhos e nunca mais retornei. Saudades.


Jardim Guanabara – Praia da Bica – década de 1950Ponte – 1950 A inauguração da Ponte, ligando a Ilha do Governador ao continente, cuja construção levou 4 anos, fez com que muitos curiosos passassem a admirar a obra . Para os residentes na Ilha, era um orgulho, passar pela ponte e para aqueles que residiam no continente, os finais de semana passaram a ter mais um atrativo: o banho de mar na Pedra da Onça!
Imagem relacionada
Resultado de imagem para ilha do governador história
Resultado de imagem para ilha do governador história
Resultado de imagem para ilha do governador fotolog

Fotos: reprodução da internet

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Hoje é o aniversário da Ilha do Governador

São 510 ou 445 anos. A controvérsia não importa.

Eu que por aqui já falei, em posts, de minhas saudades do Jequiá, da Rua Carmem Miranda, no Jardim Guanabara - dos meus tempos de adolescência que por lá vivi, hoje recordo Rachel de Queiroz, que  viveu alguns anos na Ilha do Governador e era apaixonada pelo lugar, suas praias com águas limpas e os cinemas “Itamar”, da Freguesia e “Jardim”, da Ribeira. Escreveu diversas crônicas, que tomavam a Ilha como tema, na famosa Última Página da revista O Cruzeiro.

O livro O galo de ouro   foi inicialmente publicado em 1950,  seriado na revista O Cruzeiro. Rachel de Queiroz tinha lá seus 39,40 anos. Nele ela narra uma vida mais idílica e menos urbana na Ilha do Governador. A publicação em livro, dessa história, só se deu em 1985.



capa do livro

A trama acompanha Mariano. A princípio, garçom, ele se envolve com Percília, vão viver juntos, têm uma filha (Gina) e aí a companheira, que freqüenta uma tenda espírita e fez amizade com uma moradora da Ilha do Governador, dona Loura, tenta convencer o marido a se mudarem para lá, levantarem uma casinha e sair da casa de cômodos onde se espremem com diversas outras famílias.Após uma primeira visita à Ilha, o casal é atropelado por um automóvel: Percília morre, Mariano fica meses internado e quando sai está com um braço inutilizado. Não dá mais para garçom. Começa a trabalhar no jogo do bicho. Enquanto isso, comadre Loura toma conta de Gina e o próprio Mariano se instala na casa dela e de seu companheiro, José Galego, após uma prisão (causada por problemas com os “secretas” da polícia que extorquem os bicheiros), Mariano fica de molho por algum tempo e resolve levar adiante o plano de erguer ali na Ilha uma morada. Mesmo porque começa a se interessar por uma doidivanas local, Nazaré, que apesar da vigilância da mãe, é louca por bailes, cinemas, a vida na cidade, e que além de envolver-se com Mariano, tem um namorado metido a malandro, um ex-pivete, Zezé, candidato a cafetão. 

Rachel de Queiroz morou na  Rua Carlos Ilidro , na Cova da Onça, nos anos 50 e certa vez escreveu

“Acabaram – se as barcas, acabaram – se os bondes, proliferaram os edifícios, instalou – se o progresso para ficar . Agora só resta a saudade “ 


PARABÉNS À ILHA DO GOVERNADOR!


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O carioca Renato Russo

Renato Russo, carioca da Ilha do Governador e  lider da banda dos anos 80 Legião Urbana, foi considerado por várias pesquisas o maior letrista que o rock brasileiro já teve.

Nesse Rock in Rio recebeu uma linda homenagem na abertura dessa segunda semana, quando teve suas composições apresentadas pela Orquestra Sinfônica Brasileira e astros do rock brasileiro, como Pitty, Dinho Ouro Preto, Rogério Flausino, Herbert Viana, Toni Platão e Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos - ex-companheiros de conjunto -  que reviveram grandes sucessos do Legião Urbana.




Emocionou!

sábado, 5 de setembro de 2009

Aniversário da Ilha do Governador

Esse mês vamos comemorar outra Ilha da nossa cidade : a Ilha do Governador.
Com cerca de 40 quilômetros quadrados é o bairro mais antigo do Rio . Se a data do aniversário é consenso - dia 5 de setembro - a idade é controversa. Alguns moradores dizem que são 507 anos, pois a Ilha teria sido avistada em 1502 pela expedição de Américo Vespúcio, que nomeou os acidentes geográficos do litoral fluminense. Outros que ela completa 442, levando-se em contra a data que ela passou a pertencer ao Governador, que lhe deu nome, Salvador Correia de Sá .

De qualquer maneira, vamos comemorar
e dar um passeio por recordações
e curiosidades desse local tão carioca!
Os índios a chamaram de Paranapuã, Parnapuem, Parnapocu, Paranapicu, Parapecu, e os portugueses de Ilha do Gato, em alusão aos maracajás, felinos semelhantes à onça, bastante numerosos à época.
Aliás, no final da Ilha, no bairro do Bananal, existe a Pedra da Onça, que reproduz um maracajá e está ligada a uma lenda.
Pedra da Onça - Pintura de Leonidia Machado - reprodução

Conta essa lenda que uma índia da tribo ali localizada ia todos os dias, no fim da tarde, até a praia, com seu gato maracajá que criava desde filhote e lá ficava a mergulhar da pedra durante horas. Um dia, porém, a jovem índia mergulhou e não mais voltou, ficando o gato a esperá-la, olhando para o mar até não mais agüentar e morrer de fome, apesar da tentativa dos índios em retirá-lo do local. Essa lenda, não confirmada pelos historiadores, inspirou um grupo de moradores, na década de 1920, a erguer o monumento em homenagem à fidelidade do animal. O artista plástico Guttman Bicho projetou e esculpiu o maracajá,. Em 1965 a estátua original, já bem castigada pelo tempo, foi substituída por outra que lá está até hoje.
Lindo, não?
Verdade ou não, a lenda atravessou os tempos contada pelos moradores do local e a Pedra da Onça é um lugar mágico onde qualquer pessoa sente um impulso irresistível de sentar numa pedra e ficar observando o mar, como quem espera ver a jovem índia emergir das águas e assim acalmar o espírito do fiel gato maracajá que, com certeza, ainda ronda o local esperando sua dona voltar.

Na maior ilha da Baía de Guanabara
, "o Governador" Salvador Correia de Sá montou o primeiro engenho de açúcar da Guanabara e ela se tornou ocupada e explorada, incorporando-se à vida do Brasil português.

Em agosto de 1872
, segundo o recenseamento geral do Império, a população da Ilha do Governador era de 2.782 habitantes; em dezembro de 1890 já no primeiro recenseamento republicano, a população da Ilha do Governador era de 3.991 habitantes. Em 1900 o recenseamento já encontrou, na Ilha do Governador, 5.616 habitantes. A Ilha hoje, desdobrada em 14 bairros tem uma população de cerca de 500.000 habitantes.

Em 20 de junho de 1834
, o Decreto nº 5 constituiu a primeira escola masculina da Ilha do Governador e fixou o ordenado de professor em 350$000 (trezentos e cinqüenta mil réis) anuais. Que fortuna!

A ponte do Galeão foi inaugurada no dia 31 de janeiro de 1949. Finalmente acontecia a ligação da Ilha do Governador com o continente. Com 370 metros, ela figurou durante muitos anos como a ponte de maior extensão do mundo. Planejada desde o início do Século XX, essa ligação acarretou o crescimento da população e fez com que a Ilha do Governador perdesse, aos poucos, sua tranqüilidade típica.

No dia 1º de fevereiro de 1952
aconteceu a inauguração do antigo Aeroporto do Galeão, hoje terminal de cargas. Durante mais de duas décadas tornou-se o principal complexo aeroviário da cidade.
Nesse mesmo ano, houve o primeiro grande estardalhaço no aeroporto, quando uma legião de fãs esteve à espera da cantora cubana Maria Antonieta Pons - a Rainha da Rumba - que desembarcou à noite por lá.
Eu que já fui moradora da Ilha, em tempos mais calmos e bucólicos, comemoro com saudade aquele tempo, de uma Praia da Bica, onde muito banho de mar tomei , sua calçada cheia de palmeiras imperiais e que já foi a Copacabana da Zona Norte.



Praia da Bica - Pintura de Albano Agner de Carvalho ( 1899 – 1992 ) - reprodução

 
Hoje, infelizmente, a praia não tem mais balneabilidade . Pena!
Esse ano, também, na Ilha, se comemora os 90 anos do simpático e tradicional clube Jequiá Esporte Clube.

VIVAS À ILHA DO GOVERNADOR!
*************
Imagens das pinturas gentilmente cedidas por Jaime Moraes, do excelente fotolog sobre a Ilha do Governador.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Rua Carmem Miranda na Ilha do Governador



Rua Carmen Miranda em 1936


Três dias após a morte de Carmen Miranda, o vereador do Rio, Geraldo Moreira, solicitou à Camara, através de requerimento, que fosse dado o seu nome à Travessa do Comércio, rua da hospedaria da família Miranda da Cunha - sua família - como justa homenagem da cidade àquela que " internacionalizou a música popular brasileira, contribuindo igualmente para o engrandecimento do nome do Brasil no exterior". Não houve concordância com o vereador, a proposta não foi concretizada e o nome de Carmen Miranda foi parar em uma rua no bairro do Jardim Guanabara, na Ilha do Governador.

Em 20 de setembro de 1960, um busto de Carmen Miranda trajando bata de baiana em babados e colares e com um turbante tutti-frutti, foi inaugurado no Largo da Carioca. No entanto, com a reforma do local na década de 70, o busto também foi transferido para a praça, na Rua Carmen Miranda.




Ah! Rua Carmen Miranda...

Pra ali me mudei aos 14 anos. Rua linda, cheia de verde. Uma ladeira íngrime e sinuosa, no final da Praia da Bica, ligando o Jardim Guanabara ao Cacuia.

Hoje, provavelmente não é mais assim, mas era uma rua só de casas e muitos terrenos vazios. Logo na subida tinha a casa da árvore. Sim, ela era dentro da casa. O projeto a incorporou, para aproveitar o terreno, e deu o toque diferente que marcava a construção. Aí a rua começava uma curva ascendente à direita e depois reta para cima e bem lá no final começava a descer.

Ufa! Como era difícil subí-la, a pé - e como fazíamos isso - na volta da praia com o sol a pino. No tempo em que não se bronzeava, mas sim se torrava com óleo Johnson e muito iodo - ou com o Rayto del Sol - pra ajudar. Tempos de uma Praia da Bica, como praia, e muitas conchinhas e cascalhos na sua areia. Tempos do encontro com as pessoas da turma, pra muita conversa fora.

No meio dessa subida íngrime ficava a pracinha, à esquerda, e lá estava o busto da Carmen Miranda, desdenhado pela cidade e orgulhosamente acolhido pela Ilha. Aliás, sempre enchi a boca para falar que morava na Rua Carmen Miranda. Minha casa era enorme, principalmente pra quem vinha de um apartamento.
Tinha caramanchão e até laguinho com chafariz no jardim.

Ah! Rua Carmen Miranda! Da iluminação em estilo de lampiões, que deixavam a rua romanticamente pouco iluminada - sem as preocupações atuais com segurança - e se via, sempre, um céu apinhado de estrelas, onde se procurava constelações. Do guarda noturno que passava à noite e apitava. Das corujas que vinham pousar, serenas, no parapeito do muro e ali ficavam com seus olhares enigmáticos. Do calçamento em paralelepípedos. Andávamos no meio da rua, sem muitos carros ou trânsito, pois faltavam calçadas. Só algumas, em frente às poucas casas que existiam.

Ah! Rua Carmen Miranda! Do lindo amanhecer, que via da janela, dourando o céu e animando o nascer do dia, que começava cedo, ainda de noite, pra pegar o ônibus e dar tempo de chegar na hora, no colégio ou depois na faculdade, apesar do engarrafamento da Avenida Brasil.

Ah! Rua Carmen Miranda! Da fauna curiosa de lagartos e gambás, que atrevidos insistiam em atravessar a rua, durante sua caminhada, ou até invadir a casa , pra sustos e arrepios.

Ah! Rua Carmen Miranda! Do cheiro de mato, dos flamboyants vermelhos e alaranjados, das normas apinhadas de suas flores rosas e do capim alto - e até bonito - que embalançava ao vento!

Ah! Rua Carmen Miranda! Das casas em estilo alemão, ou das varandinhas antigas, e das escadas pelos terrenos inclinados da topografia local; dos atalhos pela Rua Conquista ou pela Rua Porto Seguro, para cortar caminho. Do padeiro que passava pela porta, e sua cesta de pães e pães-doces.

Ah! Rua Carmen Miranda... de tantas recordações e saudades!
Nunca mais passei por lá, desde 1974, quando me mudei. Sei que deve estar tudo muito diferente, mas gosto de guardar as imagens desse tempo. Desses sete anos mágicos que por lá vivi.

Hoje Carmen Miranda faria 100 anos e minha homenagem a ela fica por conta de um tempo maravilhoso que vivi na rua com seu nome, com o mesmo astral animado dela, e com sua bênção, tenho certeza.

VIVA CARMEN MIRANDA!

***********


CLIQUE NO TITULO DO BLOG E VEJA OS POSTS ATUAIS