sábado, 25 de abril de 2009

Mais papo cinéfilo

Outro super astro faz aniversário: Al Pacino , hoje, 69 anos.

Inesquecível suas atuações em Sérpico, que vi no cine Ópera, que ficava na Praia de Botafogo. Cinema que abrigou a pré-estréia de Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, em 16 de março de 1964, três dias após o comício da Central do Brasil com "uma platéia formada por mais do que simples pessoas, mas ilhas de idéias", como disse Arnaldo Jabor, referindo-se aos artistas e intelectuais de diversas gerações e tendências lá presentes.

Igualmente marcante a atuação de Al Pacino em Perfume de Mulher - bravo! - que assisti no cine Star Ipanema - antes Bruni Ipanema, da cadeia do cineasta Livio Bruni , em frente à Praça N.S. da Paz. Com o ar condicionado mais gelado na cidade - mesmo no verão era preciso levar casaco - tinha outra curiosidade que era a bilheteira. Ela sempre chegava, calmamente e no mínimo cinco minutos antes da primeira sessão começar. Estivesse a fila de qualquer tamanho. E geralmente estava dando voltas na calçada. A calma e má vontade da senhora, que nunca tinha troco, muitas vezes causou desentendimentos na entrada, pois o filme começava e ela ainda atendia a quem já estava ali fazia tempo.

Ópera e Star Ipanema, hoje, são filiais da Casa e Vídeo. Dois excelentes cinemas que a cidade perdeu.
Sérpico e Perfume de Mulher, outros clássicos para sempre!
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EM TEMPO: Já está sendo enviado, por e-mail, a todos os cadastrados, o número 4 da série A FRANÇA É AQUI em homenagem ao Ano da França no Brasil. Quer receber, envie um e-mail para rioquemoranomar@oi.com.br.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Dois filmes memoráveis

Hoje é aniversário de duas atrizes de primeira grandeza: Shirley McLaine - 75 anos - e Barbra Streisand - 67 anos.

Shirley McLaine que estrelou "Minha Doce Gueixa ", ao lado de Yves Montand, que vi no Caruso Copacabana - nos anos 60 - lá no Posto 6, Av. Nossa Senhora de Copacabana, 1362. Inaugurado em 54, fechou as portas trinta anos depois, infelizmente, e se transformou em banco. O Caruso foi o cinema das melhores poltronas que o Rio já teve.

Barbra Streisand, além de atriz, dona da belíssima voz, que explodiu no mega sucesso " Funny Girl", ao lado de Omar Shariff, que vi no Roxy, também na Avenida Nossa Senhora de Copacabana , na esquina da Bolívar. Este cinema é dos poucos sobreviventes dos tradicionais cinemas da cidade, embora dividido atualmente em três.
People e My Man da trilha sonora do filme são clássicos, até hoje, que fazem bem aos nossos ouvidos, em tempos de tanta pobreza musical.

Uma curiosidade cruza as duas atrizes, já que a Columbia Pictures queria Shirley MacLaine como "Fanny Brice". Entretanto, o produtor Ray Stark, que tinha produzido a peça teatral insistiu para que Barbra Streisand repetisse na tela o papel que tinha desempenhado na Broadway.

Minha Doce Gueixa e Funny Girl estão na minha lista de clássicos para sempre.

terça-feira, 21 de abril de 2009

A Confeitaria Colombo e o alferes Tiradentes


Confeitaria Colombo em 1894
aquarela que pintei, baseada em relatos da época
e publicada no livro A Centenária Confeitaria Colombo ,
comemorativo da data, em 1994.

A famosa e mais que centenária confeitaria, antes da fama pelas delícias, teve seu local como palco de um marcante episódio da história.
A atual rua Gonçalves Dias no século XVIII se chamava rua dos Latoeiros ,porque ali se juntavam muitos oficiais desse ofício. Era rua estreita e torta, como a maioria das ruas do Rio de Janeiro à época, pois não foram traçadas com um prévio planejamento e surgiam de acordo com a necessidade da expansão.

Foi nessa rua dos Latoeiros, na casa de Domingos Fernandes, que o Alferes do Regimento de Dragões de Vila Rica, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, se escondia, quando foi preso pelo tenente Francisco Vidigal, em 10 de maio de 1789.

Mas o que tem a Confeitaria Colombo a ver com isso?

É que a casa de Domingos Fernandes foi demolida e, no seu terreno, construído o prédio onde se instalou a Confeitaria Colombo, em 1894.


domingo, 19 de abril de 2009

Emoções eu vivi!


19 de abril. Aniversário do Rei Roberto Carlos.

Faço parte de seu séquito, confesso, de súditos. Tempo de uma nova sonoridade que chegava, com um novo ritmo, melodia, rimas, que invadia nossos ouvidos e conquistava nossos corações.

Ao longo das décadas sua voz e repertório foram amadurecendo e nos deslumbrando até esse momento de comemoração maior dos 50 anos de sua carreira.

Roberto, apesar de ser de Cachoeiro de Itapemirim - " Cachoeiro, Cachoeiro, vim ao Rio de Janeiro p'ra voltar e não voltei! -construiu a sua morada real em terras cariocas, no bucólico bairro da Urca, onde até existe um bloco carnavalesco, o “Exalta Rei”, que passa pelas ruas do bairro e faz uma pausa estratégica em frente ao prédio onde ele mora. Reverência mais do que merecida.

Há trinta anos atrás, uma amiga querida - e que também trabalhávamos juntas na mesma empresa - me fez uma confidência: era amiga de infância do Roberto Carlos. Na vizinhança e ruas do subúrbio de Madureira tinha crescido o vínculo, a convivência que jamais se desfez. E naquele mês de abril, ela estava convidada para o show do Rei, em temporada no Canecão, exatamente no dia do seu aniversário.

De repente, não mais que de repente, ela me convidou e com um "plus" no convite: após o show vamos ao camarim falar com "ele", disse. Nossa! Parecia comercial de produto. Ele fazia aniversário e quem ganhava o presente era eu?

E naquela noite de 19 de abril lá fui eu, com o cuidado de não vestir marrom - ela até seguiu melhor o script, pois foi de azul - assistir, delirar e conhecer pessoalmente Roberto Carlos. Antes do show já era festa. Jovem Guarda presente, muitos vinham à mesa que estávamos, pois o irmão dela era - e é - músico da banda do Roberto, e os trazia para rever seu pai e sua irmã, companheiros do início de jornada. Até o Zico veio à mesa, pra minha surpresa e alegria. Confesso que meu coração rubro-negro ficou extasiado!

E o show começou...

Ano de grandes sucessos recém lançados , o desfile musical foi dos melhores. Esse show ficou conhecido como o show do palhaço. Um dos mais cultuados em sua carreira, da dupla Miele e Bôscoli. Roberto Carlos se vestia de palhaço num determinado momento do espetáculo, dizia um texto maravilhoso e interpretava a canção O Show já terminou. Antológico! Esse show teve sua estréia no Canecão, no Rio, em dezembro de 1978 e temporada encerrada em maio de 1979.

Mas nesse dia ainda teve um gran finale: um grande bolo com o Parabéns pra Você.

Com tudo isso, o melhor estava por vir.
A fila para o camarim era enorme, mas, quem diria (!), passamos à frente da Wanderléa e entramos.

Roberto me passou o porque de sua majestade. Falou comigo como se me conhecesse há tanto tempo quanto sua amiga de sempre, com descontração e simplicidade, e seu tratamento, no diminutivo, só multiplicou o carinho e atenção daquele instante. Pra sempre inesquecível. Pra sempre Roberto Carlos!

Vi vários outros shows do Rei. Com certeza, todos maravilhosos. Mas esse foi o primeiro e especial.
Emoções eu vivi!

Parabéns ao Rei!




sexta-feira, 17 de abril de 2009

KYUDŌSHIN


Um homem poderá compreender as coisas de certa maneira; uma outra pessoa poderá interpretar de outra.

As pessoas aprendem com palestras, aulas, lendo, etc, porém a melhor maneira de aprender as coisas mais importantes, é aprender de tudo em qualquer circunstância. É isso que se chama, de KYUDŌSHIN, isto é, um esforço incansável na procura do caminho verdadeiro ou sabedoria verdadeira.
Para melhor explicar essa palavra japonesa : KYU significa desejar, procurar. significa caminho, e SHIN significa coração.
Ou seja, o coração que deseja procurar o caminho certo.

O valor dos religiosos, seja de que religião for, depende do tamanho do seu KYUDŌSHIN. Quem tem KYUDŌSHIN desenvolve, quem não tem, não adianta ter o melhor mestre do mundo, que não vai para a frente; e quem tem KYUDŌSHIN pode ter o pior mestre que se desenvolve. Tudo o que vê, ouve, todas as suas faltas e tudo o que se passa em volta, é aprendizagem, aprimoramento.

Quem tem KYUDŌSHIN está alerta a todos os acontecimentos e como sempre tem o objetivo de se aprimorar, então todas as coisas que olha, ouve e lê, procura saber ligar com o seu aprimoramento e pensa o que vai aprender com o que está acontecendo. Encontrará mestres em todos os lugares e em todas as pessoas.

Para conseguir aprender qualquer coisa com facilidade, precisamos estar como famintos. Geralmente, escolhemos o que é mais gostoso e ficamos satisfeitos. Porém, não devemos escolher a comida, precisamos saber comer de tudo. Saber saborear todas as comidas, assim também as coisas agradáveis e desagradáveis (acontecimentos). Para isso, precisamos ficar com fome, para ter vontade de comer e dar valor ao que comemos. O difícil é a pessoa chegar a um estado de “fome espiritual”. Estando com a barriga cheia, mesmo querendo comer, não dá, porque não conseguiremos digerir.A natureza é sábia em sua função.

Pessoa que pensa que já sabe tudo, que é perfeita, significa que é igual a quem está empanturrado e que não consegue digerir. Quanto mais a pessoa se torna humilde e tem KYUDŌSHIN, mais rapidamente consegue digerir, pois está ansiosa por comer mais, não fica acomodada. O corpo material chega a um ponto em que a pessoa não precisa comer mais, porém o corpo espiritual não cansa. Deve crescer sempre e, para isso, deve ficar em “estado de fome”, para querer alimento espiritual.A presunção atrapalha a vinda de novos alimentos (conhecimentos) para nos fortalecer.

Quem tem KYUDŌSHIN pode falhar à vontade, não devendo ter medo de errar. Precisamos ter medo de não experimentar, de não praticar. Não devemos ter vergonha de tentar fazer. Primeiro, tendo objetivo, procurando fazer a coisa certa e tendo KYUDŌSHIN, se falhar, não se preocupe, haverá outra oportunidade. Mas se fugir da oportunidade para experimentar... ela não mais existirá.

Esse é mais ou menos o resumo de uma palestra que ouvi. Achei importante compartilhar.
O que tem a ver com o Rio de Janeiro? TUDO!
E até mais. Tem a ver com cada lugar e cada um de nós que faz esse lugar.
Tenhamos ESPÍRITO DE BUSCA. Tenhamos KYUDŌSHIN!