E falaram maravilhosamente, claro, cada um a seu tempo, e do seu jeito,
do amor e das coisas da vida.
Suas trajetórias só se encontraram uma vez, no especial de fim de ano da TV, em 1979, quando o poema NU, de Manuel Bandeira, faz parte de um quadro do programa, cruzando poesias e músicas.
2018 marcam os 77 anos de idade do Rei e 50 anos da morte de Manuel Bandeira.
O blog deixa aqui registrado o programa de 1979, um dos melhores e mais bem elaborados de todos os tempos.
A razão da separação foi uma falha da
produção do programa "Show em Si… Monal", da TV Record, que homenageava
Erasmo.
A produção do programa havia preparado um pot-pourri com as composições mais famosas de Erasmo, entre as quais "Parei na Contramão" e "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno".
A controvérsia foi criada por conta de que estas canções foram
compostas em parceria com Roberto Carlos, mas os créditos foram dados
unicamente a Erasmo.
Os dois se desentenderam, e a parceria ficou
suspensa por mais de um ano.
Neste período, Roberto compôs clássicos, como: "Querem Acabar Comigo" e "Namoradinha de um Amigo Meu", que foram lançadas no LP "Roberto Carlos" daquele ano. O disco ainda tinha os sucessos "Eu Te Darei o Céu", "Esqueça" (versão de Roberto Corte Real), "Negro Gato" (de Getúlio Côrtes) e "Nossa Canção" (de Luiz Airão).
Em 1967, a amizade Erasmo-Roberto seguia estremecida, embora os dois apresentassem - junto com Wanderléa - o programa "Jovem Guarda", na TV Record.
Roberto Carlos continuava compondo sozinho sucessos como "Como É Grande O Meu Amor Por Você", "Por Isso Corro Demais", "Quando" e "de Que Vale Tudo Isso", que seriam lançados no LP "Roberto Carlos Em Ritmo de Aventura", trilha sonora do filme homônimo lançado no ano seguinte, e que teve produção e direção de Roberto Farias. Esse filme se tornou um clássico, grande sucesso de bilheteria do cinema nacional , com um público de 2.596.955 pessoas (!).
A relação entre Erasmo e
Roberto Carlos voltaria ao normal exatamente por causa do filme. Envolvido com diversos compromissos profissionais, Roberto não conseguia
finalizar a letra da canção de "Eu Sou Terrível", que seria a faixa inicial da trilha sonora do longa-metragem. Então, ele pediu auxílio ao velho parceiro Erasmo Carlos, que o ajudou a finalizar a letra.
Assim, a amizade e a parceria dos dois foram retomadas.
Ainda bem!
O filme "Roberto Carlos Em Ritmo de Aventura" teve locações no Corcovado, no Maracanã, na Baía de Guanabara e a sequência antológica do helicóptero - a bordo do pequeno Hughes - passando por dentro do Túnel do Pasmado, no Rio de Janeiro. Na realidade r realizada pelo Comte. Antônio Nascimento.
Comte. Antônio Nascimento.
Essas filmagens com helicóptero pararam o trânsito de Copacabana
quinta-feira, 19 de abril de 2012
As belas canções de fé, hoje, no dia do seu aniversário.
Essa é a primeira página de uma fotonovela protagonizada por... Roberto Carlos.
A produção da revista SÉTIMO CÉU tem 50 anos.
Detalhe interessante - além do topete gomalinado do REI - é a foto maior de uma Ipanema quase um areal. A Avenida Vieira Souto com os postes e seus coqueiros originais.
Plagiando Gonçalves Dias: Meninos eu vi! E um pouquinho além, Meninos eu fui!
Na exuberância do palco e cenários e diante de uma platéia vibrante e emocionada surgiu, como sempre, a simplicidade iluminada de ROBERTO CARLOS.
Não é à toa que é REI. Majestade nos gestos, nas palavras, na presença, nas canções, ele disse ao começar que " se eu estiver sonhando, por favor, só me acordem quando o show terminar, porque eu quero viver esse sonho intensamente". E todos, com certeza, pediram o mesmo pra viver mais de duas horas de muitas emoções.
A partir da quarta música a chuva, que se anunciava desde cedo, chegou e com vontade. Afinal, com o que ali acontecia , até São Pedro também se emocionou e derramou suas lágrimas.
Foram 34 sucessos e as bonitas presenças de Erasmo Carlos e Wanderléa que deram o tom da bela amizade tão rara nos dias atuais. Arranjos renovados que revelaram, mais uma vez, a grandeza de seus músicos - companheiros de tantas jornadas - e a competência do grande maestro Eduardo Lage. Emocionante a introdução do início e de arrepiar a harmonia e as notas fortes do sucesso Cavalgada. BRAVO!!!
Noite da sintonia perfeita. Multidão que fez a festa com holas matematicamente sincronizadas, bordões alegres de plenos pulmões, afinado num canto preciso, no aplauso, na reverência.
A noite de 11 de julho de 2009 ficará guardada para sempre nas recordações de Roberto Carlos e das 68 mil pessoas, que lotaram o Maracanã.
Há tempos atrás uma crônica do jornalista Nelson Motta começava com o título: Carisma, teu nome é Roberto. A noite de ontem ratificou mais uma vez isso. Noite de pura magia, que só um verso pode bem definir o respeito, a admiração e a gratidão a ele, quando se diz, com a simples verdade que vem do coração:
Hoje é dia da grande comemoração e homenagem do Rio de Janeiro àquele que escolheu a cidade para viver e aqui começou sua carreira: o REI ROBERTO CARLOS.
No distante mês de julho de 1959, Roberto Carlos iniciava sua trajetória fonográfica com um 78 RPM, que tinha duas canções no estilo Bossa-Nova, e com ele no melhor estilo João Gilberto.
No lado A... João e Maria, de Carlos Imperial e Roberto Carlos ,
e
No lado B... Fora do Tom, de Carlos Imperial, que brincava com o Desafinado do Tom.
Detalhe para os músicos (!) que participaram da primeira gravação:
Sut - bateria
Marinho - baixo
Copinha - flauta
José Maria e Baden Powell - violões
Aquele rapaz que começara no rock, agora cantava em boate da Zona Sul?
Foi a surpresa que teve Carlos Imperial ao ver a foto de Roberto Carlos anunciando seu show na Boite do Hotel Plaza, à Avenida Princesa Isabel, no Leme.
Dali ele o levou a gravadoras vislumbrando a oportunidade de uma gravação e acabou - depois de recusado na Chantecler, na Continental - na Polydor, onde Joel de Almeida - aquele da dupla com Gaúcho - era diretor artístico e alimentava uma rixa com Aloisio de Oliveira , da Odeon, e um dos mentores do movimento da Bossa-Nova, que se dizia lançador de João Gilberto.
A chegada de Roberto Carlos animou Joel, que pediu que ele acentuasse sua semelhança com João. Assim o 78 foi gravado. Mas não fez nenhum sucesso.
Para ouvir a raridade é só clicar nos vídeos abaixo.
Faço parte de seu séquito, confesso, de súditos. Tempo de uma nova sonoridade que chegava, com um novo ritmo, melodia, rimas, que invadia nossos ouvidos e conquistava nossos corações.
Ao longo das décadas sua voz e repertório foram amadurecendo e nos deslumbrando até esse momento de comemoração maior dos 50 anos de sua carreira.
Roberto, apesar de ser de Cachoeiro de Itapemirim - " Cachoeiro, Cachoeiro, vim ao Rio de Janeiro p'ra voltar e não voltei! -construiu a sua morada real em terras cariocas, no bucólico bairro da Urca, onde até existe um bloco carnavalesco, o “Exalta Rei”, que passa pelas ruas do bairro e faz uma pausa estratégica em frente ao prédio onde ele mora. Reverência mais do que merecida.
Há trinta anos atrás, uma amiga querida - e que também trabalhávamos juntas na mesma empresa - me fez uma confidência: era amiga de infância do Roberto Carlos. Na vizinhança e ruas do subúrbio de Madureira tinha crescido o vínculo, a convivência que jamais se desfez. E naquele mês de abril, ela estava convidada para o show do Rei, em temporada no Canecão, exatamente no dia do seu aniversário.
De repente, não mais que de repente, ela me convidou e com um "plus" no convite: após o show vamos ao camarim falar com "ele", disse. Nossa! Parecia comercial de produto. Ele fazia aniversário e quem ganhava o presente era eu?
E naquela noite de 19 de abril lá fui eu, com o cuidado de não vestir marrom - ela até seguiu melhor o script, pois foi de azul - assistir, delirar e conhecer pessoalmente Roberto Carlos. Antes do show já era festa. Jovem Guarda presente, muitos vinham à mesa que estávamos, pois o irmão dela era - e é - músico da banda do Roberto, e os trazia para rever seu pai e sua irmã, companheiros do início de jornada. Até o Zico veio à mesa, pra minha surpresa e alegria. Confesso que meu coração rubro-negro ficou extasiado!
E o show começou...
Ano de grandes sucessos recém lançados , o desfile musical foi dos melhores. Esse show ficou conhecido como o show do palhaço. Um dos mais cultuados em sua carreira, da dupla Miele e Bôscoli. Roberto Carlos se vestia de palhaço num determinado momento do espetáculo, dizia um texto maravilhoso e interpretava a canção O Show já terminou. Antológico! Esse show teve sua estréia no Canecão, no Rio, em dezembro de 1978 e temporada encerrada em maio de 1979.
Mas nesse dia ainda teve um gran finale: um grande bolo com o Parabéns pra Você.
Com tudo isso, o melhor estava por vir.
A fila para o camarim era enorme, mas, quem diria (!), passamos à frente da Wanderléa e entramos.
Roberto me passou o porque de sua majestade. Falou comigo como se me conhecesse há tanto tempo quanto sua amiga de sempre, com descontração e simplicidade, e seu tratamento, no diminutivo, só multiplicou o carinho e atenção daquele instante. Pra sempre inesquecível. Pra sempre Roberto Carlos!
Vi vários outros shows do Rei. Com certeza, todos maravilhosos. Mas esse foi o primeiro e especial.
Sábado meio nublado, meio chuvoso e vou ouvir o CD Roberto Carlos e Caetano Veloso, que acabara de comprar.
Fez-se o sol na minha casa! Com as lindas vozes, lindas interpretações, lindos arranjos com variações sobre os clássicos de Tom Jobim.
Uau!!!!!!!!! Roberto cantando POR CAUSA DE VOCÊ e Caetano, o QUE TINHA DE SER.
Mas o CD todo é de arrepiar.
Com certeza um dos melhores da safra desse final de ano.
Pra quem viu o show, sabe que vale o bis. Pra quem não viu e ainda não ouviu o CD, ou viu o DVD, vá correndo até a loja mais próxima. Ou torça para ganhar de amigo oculto. Vai ser, com certeza, um dos melhores de sua coleção!
O que tem a ver com Rio? Tudo. A união de dois dos maiores intérpretes e " cariocas" da nossa MPB: o capixaba da Urca e o baiano de Ipanema. E ainda mais. Muito mais. Cantando o saudoso carioca Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim.