dia 5 de outubro de 1966...
Curiosidades Cariocas, Histórias do Rio de Janeiro,Rio Antigo, Turismo no Rio de Janeiro.
terça-feira, 5 de outubro de 2021
Em Ipanema, há 55 anos...
quarta-feira, 29 de setembro de 2021
29 de setembro, morte de Machado de Assis
Passava das três horas da manhã do dia 29 de setembro de 1908 quando Machado de Assis deixou essa vida e entrou para a história como o maior de todos os escritores brasileiros. Morreu tranquilamente, aos 69 anos de idade e cercado de amigos queridos na casa de Cosme Velho no Rio de Janeiro.
O velório ocorreu na Academia Brasileira de Letras e Rui Barbosa proferiu o discurso fúnebre.
Após a morte de Machado de Assis, todos os seus objetos foram inventariados. O que mais chama atenção na lista de bens avaliados é a grande quantidade de móveis velhos ou em mau estado, o que provavelmente prova que ele não tinha lá muito apego a bens materiais.
O espólio do escritor:"Avaliação –
Móveis existentes no prédio à rua Cosme Velho, n. 18:
1 Mobília de sala de jantar de vieux chène, constante de mesa elástica com 5 tábuas;
12 cadeiras; 2 étagères, 1 trinchante e 1 mesinha: 500$000;
2 Dunkerques de jacarandá, com espelho 100$000; 1 Grupo estofado, velho; (3 peças): 50$000; 1 Divã estofado (mau estado) 36$000;
1 Dito idem idem 30$000;
10 Cadeiras de bambu 30$000;
1 Conversadeira estofada (velha) 60$000;
2 Cadeiras de braço, estofadas, em mau estado 20$000;
1 Cadeira de balanço, idem 10$000;
4 Cadeiras de jacarandá 32$000;
1 Lavatório de canela, com espelho 80$000;
1 Guarda-vestidos vinhático, muito velho 50$000;
1 Guarda-casacas com frente de madeira (muito velho) 60$000;
1 Cômoda de canela (mau estado) 30$000;
1 Armário pequeno (canela) 30$000;
1 Aparador vinhático, com pedra mármore (mau estado) 20$000;
1 Guarda-comida de vinhático, em mau estado 5$000;
4 Cadeiras de vime, em mau estado 20$000;
1 Divã de palhinha, em mau estado 40$000;
1 Grupo de 2 cadeiras de balanças conjugadas, mau estado 10$000;
1 Porta-chapéu idem 10$000;
1 Cômoda com pedra mármore e espelho, mau estado 10$000;
1 Cômoda de vinhático, velha, em mau estado 5$000;
1 Cama de ferro nova 30$000;
1 Lavatório com pedra mármore em péssimo estado 5$000;
1 Sofá-cama, austríaco, em mau estado 5$000; 1 Secretária de vinhático 30$000;
1 Cadeira para secretária 10$000;
3 Armários envidraçados 30$000;
1 Estante de madeira 5$000;
2 Estantes de ferro 4$000;
1 Relógio de parede 15$000;
1 Jardineira de metal 15$000;
1 Espelho oval com guarnição dourada (estragado) 15$000;
2 Quadros a óleo (paisagem – cópias) 20$000;
1 Quadro a óleo (marinha) idem 10$000;
1 Quadro a óleo (figura) original de Pontorn 30$000;
2 Aquarelas de Pacheco 10$000; e Gravuras coloridas (paisagem) 20$000;
20 Quadros com gravuras diversas 40$000;
1 Serviço de lavatório (incompleto) 15$000;
1 Serviço de christofle constando de 1 colher para sopa, 1 pá para peixe, 4 facas grandes, 4 facas pequenas, 13 garfos grandes, 12 garfos pequenos, 5 colheres para sopa, 7 colheres para sobremesa, 11 colheres para chá (58 peças) tudo por 70$000;
1 Colher de metal 2$000;
3 Esteirinhas de palha 14$000;
1 Serviço de granito, constando de 1 terrina, 1 saladeira, 2 travessas, 1 prato coberto, 1 molhadeira, 1 fruteira, 19 pratos rasos, 1 prato fundo, 5 xícaras, 3 canequinhas para café, 10 pires avulsos, tudo 25$000;
12 copos de vidro (1/2 cristal) 10$000; 8 cálices de cores (vidro) 6$000;
7 cálices cristal para licor 5$000; 2 Garrafas cristal para licor 6$000;
2 Garrafas vidro para vinho 4$000;
1 Compoteira de vidro 1$000;
2 Fruteiras de vidro 2$000;
1 Fruteira vidro de cor 3$000;
2 Copos vidro de cor 1$000;
1 Bandeja metal (mau estado) 1$000;
1 Cesta de metal 2$000;
2 Bules e 1 açucareira metal (em mau estado) 5$000;
4 Taças de cristal para champanhe 5$000,
2 Toalhas e 4 guardanapos 14$000;
1 Lote de roupas de uso 2$000.
Livros –
400 volumes encadernados de diversos autores 600$000;
600 volumes em brochura de diversos autores 300$000;
400 Folhetos de diversos autores 120$000.
2:718$000 – Importa a presente avaliação na quantia de dois contos, setecentos e dezoito mil réis."
Nessa nova foto, Machado aparece de forma muito diferente da imagem tirada por Malta: de pé, altivo, com a mão na cintura e um semblante sério, elegantemente vestindo um fraque.
terça-feira, 21 de setembro de 2021
VAMOS FAZER DO RIO UMA CIDADE PERFEITA? 1951, há 70 anos!
o engenheiro Raymundo de Castro Maya
quinta-feira, 16 de setembro de 2021
Zé Keti, 100 ANOS
da Música Popular Brasileira,
Zé Keti
Zé Keti foi um dos grandes compositores da Portela e um autêntico representante do samba de raiz, autor de vários clássicos do gênero.
José Flores de Jesus, Zé Kéti, viveu em uma casa onde eram frequentes as rodas de choros, com presença de músicos como Cândido (Índio) das Neves e Pixinguinha. Em 1924, com a morte do pai, passa a morar com o avô. Além do interesse pela música, na infância, ganhou um apelido, Zé Quieto, que é encurtado para Zé Quéti, e, grafado com um K, torna-se o nome artístico.
Sua escolaridade limita-se ao curso primário. Ainda muito jovem, trabalhou numa fábrica de calçados, até atingir a idade do alistamento militar. Com o envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial, Zé Kéti se transferiu, em 1940, para a Polícia Militar (PM), no intuito de não ser chamado para a guerra. Contudo, não deixa de frequentar a noite carioca e compor para diferentes escolas de samba. Quando sai da PM, emprega-se em uma gráfica, mas a vida boêmia ocasiona constantes atrasos no trabalho e, consequentemente, sua demissão.
No início dos anos 1950, compõe o samba que se torna um dos seus maiores sucessos, A Voz do Morro. A música é gravada pelo cantor Jorge Goulart, em 1955, com arranjo de Radamés Gnattali.
um dos maiores êxitos de sua carreira,
No início dos anos 1970, separou-se da segunda mulher - com a primeira teve cinco filhos - e foi para São Paulo. Em 1987, no início de julho, teve o primeiro derrame cerebral. . Em 1995, voltou para o Rio e foi morar com uma das filhas. Em janeiro de 1999, recebeu a placa pelos 60 anos de carreira na roda de samba da Cobal do Humaitá.
Uma das mais lindas de suas canções...MASCARADA
terça-feira, 14 de setembro de 2021
Zizinho, 100 anos!
Com a bola nos pés, Zizinho virou um mito.
Nasceu no dia 14 de setembro de 1921, em São Gonçalo.
No Flamengo fez sua estreia aos 18 anos de idade e, aos 19, já integrava o time titular rubro-negro, onde permaneceu até 1950. Era o camisa 8. E com ela jogou ao lado de Domingos da Guia e Leônidas da Silva foi campeão carioca de 1939 e conquistou o tricampeonato estadual nos anos de 1942, 1943 e 1944.
Ao todo, o craque participou de 318 partidas e marcou 145 gols. Em 1942 foi convocado para a Seleção Brasileira, onde marcou 30 gols em 54 jogos. Zizinho teve uma atuação de destaque na Copa de 50 no Brasil, e, apesar da derrota de 2×1 para o Uruguai, recebeu o apelido de “Mestre Ziza”.
O jornalista italiano Giordano Fatori, que cobriu a Copa d 50, escreveu
Zizinho era um líder e tinha personalidade. Era o jogador que carregava o time na direção do gol. Ele tinha raça, era um guerreiro em campo e gostava de driblar os adversários. Além da habilidade, Ziza era famoso pela valentia e não aceitava desaforo.
Curiosidade
O sonho de Zizinho era jogar no América, o clube do coração, mas não foi aprovado. Então fez um teste no time da Gávea. O técnico da época, Flávio Costa, o colocou durante um treino no lugar de Leônidas da Silva, o Pelé da época, e Zizinho marcou dois gols. Conclusão..ele foi contratado a pedido do treinador.
O cantor, compositor e torcedor rubro-negro Ciro Monteiro
o chamava de “Ziza”
e “Mestre” era como o locutor Oduvaldo Cozzi
o tratava em campo.
Tinha como marca registrada o “drible em zigue-zague” e a paradinha nas cobranças de pênaltis, movimento que inspirou o Rei Pelé.
Atuava na meia, no ataque, marcava bem, era um ótimo cabeceador, driblava como poucos, sabia armar. Além de tudo, não tinha medo de cara feia. Jogava duro quando preciso.
Outro craque que se inspirou no Mestre Ziza foi Gérson, meio campista brasileiro que teve destaque como segundo melhor jogador da Copa do Mundo de 1970. Zizinho era amigo do pai de Gérson, e, quando este iniciou a carreira como jogador, ouvia atentamente todos os conselhos do Mestre, tanto de marcação como visão de jogo e distribuição de passes. Como agradecimento, o “Canhotinha de Ouro” sempre cita Zizinho como seu mentor e maior incentivador na carreira de jogador.
Reconhecido como um dos maiores craques do Maracanã, teve seus pés gravados no hall da fama do estádio. A placa com as pegadas de Zizinho foi uma das 73 peças perdidas durante a última reforma do estádio, em 2013, mas acabou reencontrada em 2019.
Também há alguns anos, a torcida do Bangu, clube onde jogou de 1950 até 1957 e o quinto maior artilheiro (127 gols), carrega uma bandeira com o rosto do Mestre Ziza.
Por fim, em 2019, os organizadores da Copa América no Brasil realizaram um concurso digital para definir o nome da mascote da competição, uma simpática capivara. Com 65% de votos, foi escolhido o nome de Zizito, em homenagem ao Mestre Ziza, um dos maiores artilheiros do torneio sul-americano.

















