segunda-feira, 27 de julho de 2009

Taioba

O bonde abaixo é o caradura, depois chamado de taioba.



Criado em 1884 com a finalidade de transportar qualquer tipo de bagagem e passageiros de origem humilde, que não tinham condições de usar o bonde comum, tinha como preço a metade da passagem normal- um tostão (cem réis). Nele, os passageiros podiam viajar descalços e sem colarinho, carregando pacotes, aves, tabuleiros de doces, além das trouxas das lavadeiras.O bonde foi um sucesso popular e motivo de inúmeras histórias e anedotas.

O amigo do RIO QUE MORA NO MAR, Aristóteles Alves Correa lembra ,ainda, lá de longe, de Orlando, na Flórida, que o taioba "tinha a cor marrom e ... que esse apelido se deve à cor da planta do mesmo nome, que nasce na região pantanosa".

Um comentário:

  1. aristoteles alves correa27 de julho de 2009 12:15

    vc sempre me " protegendo" e me colocando na mídia. Obrigado. Como o assunto é bonde, aproveito para contar algumas coisas. O primeiro banco do bonde de 1a. classe era conhecido como "caradura" porque quem sentasse nele ficava de frente para todos os outros passageiros. O condutor, nome estranho para quem somente cobrava as passagens, registrava o recebimento delas, puxando umas tiras de couro que ficavam dependuradas, fazendo soar uma campainha existente no relógio marcador do número de passagens recebidas ( explicaçao meio complicada, né ?). Sobre isso tinha uma piada que dizia assim " tim, tim, dois para a Light, um prá mim". Significava que cada vez que o condutor recebia três passagens, registrava duas, embolsando a outra. Ainda sobre bonde. Todas as terças-feiras o Theatro Municipal apresentava uma récita e a Light colocava um bonde que fazia o trajeto da zona sul até a Rua Evaristo da Veiga, exclusivo para quem fosse assistir à récita. Todos os bancos eram revestidos com um forro branco e por causa disso, o povo botou o apelido de "bonde ceroula". Tempos românticos, aquele. Abraços. Aristóteles

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