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terça-feira, 11 de agosto de 2015

O Rio e o dia da televisão

Nesse 11 de agosto, dia de Santa Clara, a padroeira da televisão... 

...um passeio pelas imagens de programas que nos encantaram.



seriado PAPAI SABE TUDO

  
                         programa JOVEM GUARDA

  
infantil VESPERAL TROL                                         


programa NOITE DE GALA





programa TIMES SQUARE

  
seriado DR KILDARE                                seriado BEN CASEY


seriado O HOMEM DE VIRGINIA


novela O DIREITO DE NASCER


UMA TV DE OUTROS TEMPOS!



terça-feira, 21 de abril de 2015

A pioneira Edna Savaget



Hoje se fala e exalta programas como Mais Você, de Ana Maria Braga,  o Encontro com a Fátima Bernardes, mas esses programas nada fazem de diferente do que lá atrás foi inovadora ...Edna Savaget.

Abordando temas como saúde, beleza, entrevistava médicos, falava de procedimentos estéticos , e, principalmente de assuntos culturais, de livros, livros, livros.

Elegante, sempre lia ou uma poesia ou dizia um texto literário... 
Foi a primeira apresentadora a levar literatura para a televisão, pois não considerava a mulher alienada como os homens da época gostariam que fossem, e se dizia empenhada em dar "um pouco do que elas queriam e muito do que precisavam: cultura e informação."

Seu programa era isso.


Começou na TV Globo, o canal 4 do Rio de Janeiro, e foi o primeiro programa feminino - Sempre Mulher -  a entrar no ar. Em 1965, há 50 anos.
 
Depois foi para a TV Tupi, antigo canal 6, e criou o maior sucesso em programa feminino: o programa Boa Tarde, que muito vi na minha adolescência.

domingo, 8 de setembro de 2013

A TV carioca de outros tempos


Há 50 anos, 1963,
a extinta TV RIO, canal 13,
pressionada pela explosão da TV Excelsior,
lançava, em grande estilo, com festa e anúncios,
a sua  grade de programação.
O que chamaram de ESQUEMA 63.

Super inovadora, a TV RIO mesclava shows, humorismo e seriados de filmes.
Um cast de estrelas como TONIA CARRERO, FLÁVIO CAVALCANTI,
MURILO NÉRI, MARLENE, SÉRGIO BRITO, e tantos outros
capitaneados pela genialidade de WALTER CLARK.
O ESQUEMA 63 apresentava grandes contratações e o formato de telejornal,
 que daria a tônica existente até hoje, com o Telejornal Pirelli.


anúncio publicado no jornal O GLOBO em 31 de agosto de 1963

O TELEJORNAL PIRELLI juntava em uma mesma bancada Heron Domingues - a voz do repórter Esso do rádio - Léo Batista e comentários de Cláudio Melo e Souza. Jornal sempre precedido pelo inteligente BATE PRONTO com João Saldanha.

Humorismos que fizeram  história como SHOW DO GOLIAS, O RISO É O LIMITE, NOITES CARIOCAS;

Musicais marcantes
como NOITE DE GALA;

Desenhos cults
até hoje como  OS JETSONS, DOM PIXOTE, MANDA CHUVA, PEPE LEGAL; 

Seriados que se tornaram clássicos como PETER GUN,  77 SUNSET STREET, PERRY MASSON, MAVERICK, OS INTOCÁVEIS, CIDADE NUA; 

Hits como TV RIO RING
e para a garotada A TURMA DOS SETE;


 

terça-feira, 27 de março de 2012

Dia do Circo. Viva Carequinha!

Dia 27 de março é o Dia do Circo.




E aqui lembramos Carequinha.


Ele povoou a infância de tantos cariocas que o curtiam, no seu circo pioneiro, na telinha.


O "Circo Bombril", posteriormente rebatizado "Circo do Carequinha", foi um marco.

Carequinha foi o primeiro palhaço a ter um programa, que comandou por 16 anos na TV TUPI , nos anos de 1950 e 1960, até 1964.

E a partir da TV, Carequinha construiu uma carreira de sucesso
com as crianças e mudou a face do circo, com a adaptação da arte para a televisão.

Formou uma trupe divertida com Fred, Zumbi e Meio-Quilo.







O concurso de cambalhotas, no programa,  era um sucesso! Filas se formavam no programa, pra cada criança fazer sua tentativa, sempre segurando o chapéu.



Na foto,  à esquerda em pé Carequinha;
à direita de meia preta, Fred;
 agachado á esquerda, Zumbi, e a seu lado, Meio-Quilo.

As músicas interpretadas por Carequinha, Fanzóca do Rádio ( brincadeira com as fãs de Emilinha Borba ) e A Burrinha foram as mais tocadas nos carnavais de 1958 e 1960, respectivamente. Além das marchinhas carnavalescas, Ele gravou várias músicas infantis, muitas acompanhado pelo flautista Altamiro Carrilho e sua bandinha.
O flautista francês, Pierre Rampal, que nos anos 70 era considerado quase unanimemente o mais técnico flautista do mundo, revelou para o grande violinista Raphael Rabello quando soube que Altamiro era brasileiro , “ É o maior sopro entre todos os flautistas que conheci “.
Em 1962, com Carrilho, Carequinha gravou O Bom Menino ( “O Bom Menino não Faz Pipi Na Cama/ O Bom Menino não Faz Mal-criação/ O Bom Menino Vai Sempre a Escola....” ) que vendeu 2 milhões e 500 mil cópias. Ele foi o primeira a gravar a música de roda “ Atirei o Pau no Gato “ , além de outras velhas cantigas infantis. 
A partir de 1956, Carequinha participou do ciclo mais popular do cinema brasileiro a Chanchada. O diretor J. B. Tanko o escolheu por sua grande habilidade em saltos e cambalhotas sem precisar recorrer ao uso de dublês, para inaugurar o primeiro longa - metragem dos Estúdios Herbert Richers. O filme era Sai de Baixo. A produção também contava com o companheiro Fred, outro palhaço, famoso parceiro de Carequinha, além de Adelaide Chiozzo, Renato Restier e Costinha.


Carequinha ainda participou de

1956-Com Jeito Vai
1957-Água na Boca
1957-Metido a Bacana
1957-Mais É de Chuá !
1958-Sherlock de Araque
1959-O Palhaço o que é ?

Em 1976, o cineasta Roberto Machado Junior fez um documentário sobre Carequinha, que teve o próprio palhaço como autor do roteiro.

O curto vídeo, abaixo, mostra Carequinha, Zumbi e Meio-Quilo cantando uma marchinha, nos tempos da TvTupi.





quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A TV de outro tempo

Quem assistia quando era criança não esqueceu. A maioria dos "cinqüentões" de hoje guarda com ternura a lembrança de "Gladys e seus bichinhos".







Exibido às segundas-feiras na TV Tupi do Rio, a partir de maio de 1955 , tinha a duração de quase meia hora. Por 10 anos, a jovem contadora de histórias desenhou seus personagens , a carvão, numa folha de cartolina. O programa, em preto e branco, era apresentado ao vivo e ...encantava com todas as cores que ela despertava em nossa imaginação.

Primeira apresentadora de programas infantis na televisão brasileira, Gladys criou a esperta e meiga formiguinha Gilda, a gatinha Clarinha, a peixinha Marci, a abelhinha Domi, a cachorrinha Lelete - um cachorrinho pequinês que eu insistia em desenhar começando pelo focinho que era um "8" deitado - e o sapo Godô.

Na década de 60, o programa saiu da Tupi e foi para a TV Excelsior, mas também saiu do ar. Dizem que foi pelos comerciais de bebidas alcoólicas nos intervalos. Depois do programa ela escreveu 38 livros, divididos nas coleções "Gladys e seus Bichinhos", "Histórias do meu Jardim", "Mundo Infinitamente Pequeno" e gravou 20 discos.

Recentemente Gladys se tornou personagem do documentário de Marina Pessanha, que conta o que ela representou para a TV.

Infelizmente o documentário não está mais disponível na internet.




domingo, 4 de abril de 2010

A TV de outro tempo

Em tempos de coelhinho da Páscoa, volta à lembrança um coelhinho querido do final dos anos 50, do início da televisão no Brasil: o Coelhinho Teco-Teco.

Personagem vivido por Virgínia Lane, no início da televisão, na TV Tupi, no programa ela contava e cantava histórias infantis. Tinha o patrocínio das lâmpadas GE e dava presentes e brinquedos a desenhos de coelhinhos em forma de lâmpada.

Quantos desenhos eu fiz e enviei ao Coelhinho...
Virginia Lane em meio às crianças na capa do LP - 1960
O sucesso foi parar em discos, LP, em que narrou diversas histórias, com o mesmo jeito da TV.
  • Meus amiguinhos...vocês sabiam que a raposa é um dos bichinhos mais inteligentes da floresta?…
    ...Era uma vez um menino muito triste, tão triste que ninguém sabia o nome dele.
    Chamavam-no O Menino Triste…
Que tempo!


P.S. Anos mais tarde, em 1994, desenvolvendo o projeto do centenário da Confeitaria Colombo acabei entrevistando, para a pesquisa,  Virginia Lane e conversamos muito. São os traçados da vida.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Domingo no Arpoador

Hoje, o horário de verão se foi. Mas a estação ainda tem um mês pela frente, com nuances de fim de festa, de recomeço de atividades, com as águas de março, cantadas pelo Tom, ainda por chegar. E ainda vários domingos.

E foi pensando neles que veio, à memória, um programa de TV, do início dos anos 60, chamado Domingo no Arpoador.

Era apresentado ao vivo por Miriam Persia e Oswaldo Loureiro. Uma simples produção de uma câmera na mão, os dois andando pelas areias do então romântico e vazio Arpoador. De uma Ipanema das barracas de pano, sem barraqueiros, sem queijo coalho... Pois é, isso já existiu!




No programa eles conversavam com artistas que ali estavam, tinha música ao vivo, debaixo das barracas, ao som de violão, muita bossa-nova e ainda mostravam as modas da areia, daqueles tempos dos ousados engana -mamãe e meia-taça de tecidos xadrez, babadinhos e laise.

Quem lembra?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

No tempo que apagão provocava reprise na TV



O apagão de ontem, traz à lembrança uma curiosa noite, em 1969, em que a falta de luz na cidade, à noite, provocou reprise na TV, no dia seguinte.

Pois é... a novela na TV engatinhava e a sensação era Véu de Noiva, a história moderna de Janete Clair, a primeira novela ambientada no Rio de Janeiro - mostrando lugares da moda, bares e boates da cidade - marcando época pós Gloria Magadan e seus castelos, reinos e masmorras.

Exibida pela Rede Globo entre novembro de 1969 e julho de 1970 - 221 capítulos - na noite em que o episódio-chave do personagem Felício Madeira (Gilberto Martinho) é atropelado, falta luz em inúmeros bairros do Rio. Resultado: no dia seguinte o mesmo capítulo foi reapresentado.

A novela Véu de Noiva além da estréia de Regina Duarte na Globo, papel que seria feito por Thereza Amayo teve pela primeira vez uma trilha especial de músicas da atualidade e que se tornaram grandes sucessos.






Nela tínhamos como o tema de abertura Azimuth, de Marcos Vale, como tema de amor Teletema, de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, na voz de Regininha e Gente Humilde de Garoto, Chico Buarque e Vinicius de Moraes,por exemplo, e que aliás foi fundo musical de uma cenas mais bonitas de todos os tempos na história das telenovelas brasileiras. Protagonizada por Gilberto Martinho, seu personagem Felício, pai de Regina Duarte, Andréia, dela se despede e fica sozinho na varanda da casa junto com suas recordações. O cenário tem meia-luz, a câmera vai se afastando e percorrendo a cena, ao longo da música até o seu final.

Uma cena lindíssima, inesquecível!

No elenco de Véu de Noiva estiveram Cláudio Marzo, Regina Duarte, Claudio Cavalcanti, Glauce Rocha, Djenane Machado, Zilka Salaberry, Neusa Amaral, Gilberto Martinho, Betty Faria , Myriam Pérsia , Geraldo del Rey, José Augusto Branco, Glauce Rocha , Paulo José, Ana Ariel, Darlene Gloria. Na direção, Daniel Filho.


A primeira novela com a cara carioca, cujo slogan dizia: 

"Em Véu de Noiva tudo acontece 
como na vida real. 
A novela verdade".


Há 40 anos!




quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A TV do meu tempo

Do dois eu não saio,
nem eu nem ninguém.
Ninguém sai do dois,
nem eu nem meu bem.
Porque agora vai começar...
um novo programa,
que vai abafar!

Antigo prédio da extinta TV Excelsior, na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A TV de outro tempo

Hoje é o aniversário de Norma Blum. 70 anos.

A atriz carioca ingressou na TV Tupi e a partir de 1954, passou a integrar o quadro fixo de atores da emissora, tendo participado da maioria dos programas da época, como o Teatro de Comédia, comandado por Maurício Sherman, o Grande Teatro Tupi, dirigido por Sérgio Britto e Fernando Torres e o Teatrinho Trol, de Fábio Sabag.
Ah!... teatrinho Trol... que povoou minha infância.

Ah!... teatrinho Trol... de bruxas e princesas, castelos e florestas encantadas de papel e papelão, brumas de gelo seco e neve... de sabão, contando óperas e boas histórias do teatro e da literatura mundial.

Por quantas princesas e heroínas, interpretadas por Norma Blum, eu torci!

Durante uma cena no Teatrinho Trol, Norma Blum.
Detalhe: a sempre querida Bruxa, Zilka Salaberry

Parabéns e vivas a Norma Blum!