quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Praia do Flamengo, 132

A UNE, União Nacional dos Estudantes ,foi fundada no Rio de Janeiro em agosto de 1937.

A sua sede, na Praia do Flamengo número 132, foi originalmente o prédio da Sociedade Germania, inaugurada em 1929, e que funcionou ali até 1942, quando pela Segunda Guerra Mundial, após a Convenção dos Chanceleres em janeiro desse ano, o país rompeu relações diplomáticas com a Alemanha.

Com o início dos torpedeamentos dos navios brasileiros o clube fechou no mês de maio.

A UNE em seguidas reformas muito desfigurou o belo prédio, fechando o terraço com telhas de zinco e outras alterações sem sentido, no interior. Infelizmente, o que restava do fausto alemão desapareceu no violento incêndio do dia 1 de Abril de 1964 e demolido em 1980.

Sede da UNE, Praia do Flamengo, 132

Praia do Flamengo, 132,
quando ainda era o prédio original da Sociedade Germânia

A primeira sede própria, porém, da Sociedade Germânia foi inaugurado em 27 de Agosto de 1900, à Praia do Flamengo número 60 ( foto abaixo), e fechada em 1929 ,com a mudança para a então nova sede, no número 132.



Praia do Flamengo número 60


A Sociedade Germânia foi fundada por imigrantes estrangeiros, principalmente alemães, no mês de agosto de 1821, num pequeno restaurante na Rua dos Ourives, atual Rua Miguel Couto, no centro da Cidade.
No ano de 1862, D. Pedro II, Imperador do Brasil, aprovou o estatuto pelo decreto número 2.698, de 6 de setembro, com o seguinte texto, respeitada a grafia da época:

"Concede à sociedade allemã GERMANIA
autorização para continuar a exercer suas funções e approva os respectivos
estatutos.

Attendendo ao que representou a sociedade allemã Germania, estabelecida neste côrte e de conformidade com a minha immediata resolução de 17 de julho do anno passado, tomada sobre parecer da secção dos negócios do império do conselho do estado, exarado em consulta de 11 de junho do mesmo anno; hei por bem, para que a dita sociedade possa continuar a exercer as suas funcções, aprovar os respectivos estatutos, com a declaração: 1o de que ficão salvas as disposições legislativas ou regulamentares relativas aos casos de dissolução da sociedade; 2o de que as alterações que nelles se fizerem, ficarão dependendo de approvação do governo imperial.

O Marquez de Olinda, conselheiro de estado, senador do império, presidente do conselho de ministros, ministro e secretário de estado dos negócios do império, assim o tenha entendido e faça executar.

Palácio do Rio de Janeiro, em 6 de Setembro de
1842, 41o da Independência e do Império.

Com a rúbrica de Sua Magestade o Imperador.

ass. Marquez de Olinda"


sábado, 7 de agosto de 2010

Pérolas do baú_2

Um compacto do baú!

Gravado em 1960, nele Luiz Bonfá canta ao violão Manhã de Carnaval.

Há 50 anos...




A música “Passeio no Rio" foi originalmente um jingle para a Varig, e seu título foi alterado, posteriormente, para “Amor em Brasília”, a fim de evitar constrangimentos ao seu amigo Tom Jobim, devido à semelhança com “Samba do avião”.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A TV de outro tempo

Quem assistia quando era criança não esqueceu. A maioria dos "cinqüentões" de hoje guarda com ternura a lembrança de "Gladys e seus bichinhos".







Exibido às segundas-feiras na TV Tupi do Rio, a partir de maio de 1955 , tinha a duração de quase meia hora. Por 10 anos, a jovem contadora de histórias desenhou seus personagens , a carvão, numa folha de cartolina. O programa, em preto e branco, era apresentado ao vivo e ...encantava com todas as cores que ela despertava em nossa imaginação.

Primeira apresentadora de programas infantis na televisão brasileira, Gladys criou a esperta e meiga formiguinha Gilda, a gatinha Clarinha, a peixinha Marci, a abelhinha Domi, a cachorrinha Lelete - um cachorrinho pequinês que eu insistia em desenhar começando pelo focinho que era um "8" deitado - e o sapo Godô.

Na década de 60, o programa saiu da Tupi e foi para a TV Excelsior, mas também saiu do ar. Dizem que foi pelos comerciais de bebidas alcoólicas nos intervalos. Depois do programa ela escreveu 38 livros, divididos nas coleções "Gladys e seus Bichinhos", "Histórias do meu Jardim", "Mundo Infinitamente Pequeno" e gravou 20 discos.

Recentemente Gladys se tornou personagem do documentário de Marina Pessanha, que conta o que ela representou para a TV.

Infelizmente o documentário não está mais disponível na internet.




segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Pérolas do baú

Remexendo, lá estava esse Lp, que é de 1960.





As 12 faixas são:
1 Amor Amor – (Luiz Antonio)
2 Longe É O Céu – (Tom Jobim)
3 Poema Das Mãos – (Luiz Antonio)
4 Corcovado – (Tom Jobim)
5 Eu e O Rio – (Luiz Antonio)
6 Outra Vez – (Tom Jobim)
7 Chorou Chorou – (Luiz Antonio)
8 Só Em Teus Braços – (Tom Jobim)
9 Estrada Do Amor – (Luiz Antonio) )
10 Fotografia – (Tom Jobim)

11 Ri – (Luiz Antonio)
12 Este Seu Olhar – (Tom Jobim)

Há 50 anos... essa bela capa, belos arranjos e a interpretação sempre forte de Lana Bittencourt que a midia esqueceu.

Este LP marca o grande lançamento do samba canção "Se todos fossem iguais a você"- de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, até então pouquíssimo registrado e percebido - grande sucesso da carreira de Lana Bittencourt.

Para ouvir, clique aqui. O download é em MP3 e tem a versão free.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O carioca Lelé

A cidade do Rio de Janeiro tem um conjunto arquitetônico dos mais belos do país, mas há muito não ganhava um exemplar digno dos tempos atuais como ocorreu nas grandes capitais do mundo. Desde o ano passado, os belos traços do projeto do hospital da Rede Sarah dão o tom contemporâneo na arquitetura da cidade.

O projeto é do arquiteto carioca João da Gama Filgueiras Lima, mais conhecido como Lelé.


Lelé foi fundamental para a evolução da arquitetura nos anos 60, quando introduziu e desenvolveu a racionalização da construção com pré-moldados. Já em 1957, recém-formado, partiu para o Planalto Central, onde, juntamente com Oscar Niemeyer e Lucio Costa, trabalhou na realização do sonho da nova capital.

A obra do arquiteto carioca João da Gama Filgueiras Lima vai muito além de planejar edifícios. Tem características marcantes, somando simplicidade e eficiência, atenção ao meio ambiente e uma preocupação com o alcance social.

São de Lelé vários projetos importantes pelas principais capitais do Brasil. Lúcio Costa o definia como “técnico e artista” e disse certa vez que Lelé é o arquiteto que ele gostaria de ter sido.

Agora, de novo, seu traço genial premia o Rio.

A concepção arquitetônica do hospital carioca da rede Sarah integra princípios de organização do trabalho aos diferentes programas de reabilitação através dos amplos espaços dos com seus solários e jardins. Os blocos horizontais se conectam longitudinalmente, enquanto a interface com o exterior ocorre através do suave aclive e de grandes áreas ajardinadas. A cobertura retrátil do auditório tem forma esférica e é composta por gomos de alumínio e a posição excêntrica da cúpula do auditório permite a iluminação natural do palco. A passarela de acesso ao solário é ambientada pelo generoso espelho d’água, que ladeia o bloco de internações, resguardando o hospital de possíveis inundações resultantes da variação do nível da lagoa de Jacarepaguá. Lindas e objetivas soluções.


Algumas fotos do belo Hospital Sarah do Rio de Janeiro









O curioso apelido Lelé surgiu quando gostava de jogar futebol como meia-direita, a mesma posição de um jogador vascaíno, da década de 40, o Orlando Lelé. Atualmente, o arquiteto vive em Salvador e é coordenador técnico do Centro de Tecnologia da rede Sarah.