quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Do Leme ao Pontal, três mosaicos diferentes nas calçadas da orla carioca


Calçadão foi redesenhado em 1970 por Burle-Marx,
que inverteu a posição do desenho, deixando as ondas de pedra paralelas às ondas do mar
Sebastião Marinho / Agência O Globo

Quem já visitou a Praça do Rocio, em Lisboa, certamente lembrou-se do calçadão da Praia de Copacabana. A associação é imediata, já que o traçado em pedras portuguesas é o mesmo nos dois lugares. Em Portugal, o desenho simboliza o encontro do Tejo com o oceano. No Rio, representa as ondas do mar. A ideia de homenagear nossos colonizadores foi do então prefeito Paulo de Frontin, no início do século passado. Foi ele quem escolheu o traçado, conhecido como “Mar Largo”, para ilustrar a calçada da avenida que estava sendo ampliada. Não poderia imaginar que criaria o principal símbolo do bairro — e também da praia mais famosa do mundo.


 


Calçadão de São Conrado imita o de Copacabana
Luiz Ackermann / Agência O Globo


 
Vista do calçadão da praia de Ipanema: no vizinho Leblon, o desenho é o mesmo
Guilherme Leporace / Agência O Globo

As pedras portuguesas à beira-mar tornaram-se uma tradição na cidade. Tanto que, nas décadas seguintes, novos desenhos surgiram. Apenas um repetiu o de Copacabana: o da Praia de São Conrado. Em Ipanema e Leblon, o desenho foi criado há cerca de cinco décadas. Nos praias da Zona Oeste (Barra da Tijuca, Recreio e Macumba), a ideia foi bem diferente: em vez de ondas ou formas geométricas, o então prefeito Marcello Alencar escolheu, no fim dos anos 1980, um traçado em forma de peixes.


Na Barra, Recreio e Macumba, o calçadão tem o desenho de peixes  Bianca Pimenta / Agência O Globo

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