domingo, 14 de setembro de 2008

Histórias de sabores de um Rio de outros tempos.

Resultado!
Acertou quem disse Avenida Presidente Vargas esquina com Praça da República!
E a foto é de 1958.


Faço um destaque para o grande luminoso da foto,
da Gordura de Côco Cristal.

Gordura de côco era ingrediente básico dos quitutes caseiros. Vinda após a banha, uma gordura de porco, era um banha alternativa, vegetal. Por muito tempo condenada , a gordura de côco - seu óleo extra virgem - hoje volta à tona, porquanto a descoberta que seus elementos naturais fazem muito bem à saúde e é melhor que os óleos tradicionais mais usados, como o da soja - que é transgênica; da canola - que ninguém sabe que planta é essa - ??? - ou milho, cheio de pesticida.

A Gordura de Côco Cristal era fabricada pela UFE, União Fabril Exportadora, fundada em 1922, no Rio de Janeiro, e ainda existente . Hoje é a mais antiga fábrica de sabão do Brasil e seu produto mais tradicional é o famoso "Sabão Portuguez".



A UFE tem uma grande ligação com a cidade . Na década de 50 foi pioneira em ações promocionais nos meios de comunicação , marcando presença no rádio, onde patrocinou o programa “A felicidade bate a sua porta”, na Rádio Nacional ; e na televisão, onde esteve no primeiro programa da “A Praça é Nossa” , da TV RIO, de Manoel de Nóbrega.

Suas concorrentes:
  • Gordura de Côco Carioca, produto da Cia. Carioca Industrial, empresa pioneira no mercado de óleos vegetais, de propriedade de Raymundo Ottoni de Castro Maya, empresário bem-sucedido, incentivador dos esportes, pioneiro da preocupação ecológica, editor de livros, colecionador, fundador de museus e sociedades culturais e defensor do patrimônio histórico, artístico e natural.

foto: anos 60/ revista Receitas Tia Maria - fotolog Ana Lúcia
  • Gordura de Coco Du Norte que era um produto da Indústria de Comércio Dunorte, do Grupo Moraes, do empresário José Basto Correia, conhecido como Zequinha, feita no bairro da Ribeira, na Ilha do Governador, em um grande terreno, ao lado do complexo da Shell. Após 1968, com a morte de Zequinha, aos 46 anos, e a entrada da gordura sintética no mercado - criada pelos americanos - a empresa começou a perder clientes importantes e faliu.
FOTO AÉREA DO TERRENO ONDE FUNCIONAVAA GORDURA DE COCO DUNORTE, NA RIBEIRA, ILHA DO GOVERNADOR.
À ESQUERDA, SEPARADA POR COQUEIROS, PARTE DO COMPLEXO DA SHELL
foto: Golfinho on line


Histórias de sabores de um Rio de outros tempos.

9 comentários:

  1. Elizabeth,

    É um prazer ver e rever, e ler e reler os seus posts, que não perdem a atualidade pela lembrança das coisas bem vividas.
    Um complemento maravilhoso do "Rio que mora no mar" por e-mail.
    Eu fico até orgulhoso por ter tido a certeza de que seria assim logo no primeiro post, mas não devia, não é mesmo? Afinal, era tão óbvio.
    Parabéns!
    Um abraço do
    Nando

    ResponderExcluir
  2. Puxa...
    Há quanto tempo o coco está em evidência... faltou marketing...
    Bom, sobre o blog, louvo a intenção da blogueira em forçar o acento circunflexo em CÔCO, para não haver a mínima chance de haver confusão de onde grafá-lo...

    ResponderExcluir
  3. Adorei! Na casa da minha avó, que era o meu céu quando criança, havia sempre a Dunorte!

    ResponderExcluir
  4. Alguém sabe de algum lugar que venderia essa gordura de côco? É o sonho da minha mãe!!! Se alguem souber onde encontrar me avise "pelamoooor"!!!

    ResponderExcluir
  5. Sou representante Trabalhamos com o óleo de coco Na Palma 100% natural, entregamos em todo Brasil.

    ResponderExcluir
  6. Adorei a matéria sobre gordura de côco. Usávamos muito no Rio.timha até gingles nos anúncios.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Sandra pelo comentário.
      Seja bem-vinda ao blog e volte sempre pra ler curiosidades sobre esse nosso RIO QUE MORA NO MAR!
      Abs,
      Elizabeth

      Excluir

Comente! Seja bem-vindo!